Arquivo para janeiro \31\UTC 2007

A criatividade

Eu sempre acabo chamando alguém de louco, retardado mental, imbecil ou derivados quando eu acabo vendo alguma coisa inovadora. Criativa, diga-se. O YouTube é CHEIO de pessoas criativas, no Orkut já é um caso a parte. Mas isso não vem ao texto agora. Eu, por um exemplo nada feliz, sou um ser extremamente estúpido. Não tenho um pingo de criatividade sequer. Quando eu desenhava uns carros, eram, em geral todos iguais! Para desenvolver o nome deste blog eu demorei uns vinte um dias, fácil. Com ajuda ainda (apesar de que eu criei este nome sozinho. Percebe-se pela falta de criatividade). Tem coisas que dão orgulho de ver de tão bem estruturadas que são.

A banda OK-Go, por exemplo, deixou todo mundo meio confuso com aqueles clipes que coreografaram a partir de esteiras de ginástica. E deu um sucesso muito grande! Uma coisa (relativamente) comum, que ninguém tinha tentado ainda. Estranho, mas é! E também: todas as pessoas que são criativas recebem alguma coisa em lucro (não necessariamente financeiro). Todos, sem exceção. Também caso da lonelygirl15, que fez um trama imensa com uma história gigante, e depois descobriram que não era nada daquilo, que era uma atriz de verdade. Ela é bem bonita, aliás.

Outro caso de criatividade muito legal é o Juan Mann. Conhece? Nem eu. Mas ele é aquele cara famoso da placa FREE HUGS. Lembrou? Pois é, rapaz! Ele mesmo. De ninguém dando abraço, ele virou um dos vídeos mais assistidos do YouTube, ganhando cópias de fãs (será?) no mundo inteiro, dando palestras (creio eu), e mais milhares de entrevistas pelas TVs do mundo inteiro. Isso porque ele só deu abraços grátis. E quem também pegou o sucesso de carona foi a banda que fez a música tema do tão famigerado vídeo.

Pessoas criativas tem um dom muito grande. Singular. E ainda falam que faculdade de propaganda, marketing e adjacentes é faculdade pra vagabundo. Vai trabalhar!

Obs.: Desenho feito por um grande amigo e leitor deste blog: Joey

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As férias

Que alegria quando chegam as férias, não? Aquela alegria de viajar, ir pra praia, se divertir com os amigos e aquela putaria toda que só, e somente, rola nas férias. Mas por que tanta alegria, você me pergunta nesta hora? Não faço a menor idéia caro não-leitor. Realmente. É legal acordar as 5 horas? Sim. É legal ir dormir as 7 da manhã? Sim. É legal sair de segunda a domingo, sem ter com o que se precoupar? Sim… Então achamos a resposta. Mas é estranho porque todo mundo gosta de sair de férias. E pior ainda, é no final delas, quando todo mundo tá com vontade de “rever os amigos porque tá com saudade”. Uma pessoa que fala isso no final das férias merece uma muqueta na fuça. Direi o por quê.

Primeiro que eu duvido, e digo aqui que aposto dinheiro sobre isso, que a pessoa referida ao falar na palavra “saudade” (que, as vezes, chega a ser usada vulgarmente junto com o verbo “amar”) não sente a menor falta, e, no momento, deve tar é curtindo suas férias tranquilo (a), cagando a andando pro que tiver em volta. Depois ainda que, se tivesse mesmo com saudade, reservaria algumas horinhas das 168 horas semanais totalmente vagas e se encontraria com a tal pessoa. É um mistério essas pessoas. Elas passam a PORRA DO ANO INTEIRO falando que precisam de férias (isso porque elas ainda só estudam. Tomara que depois elas trabalhem em uma colheita de café), e, quando recebem os benditos 2 meses de férias, ou 1 às vezes, fica falando que tá com saudade de meio mundo.

Sim, é inexplicável. Como mentir ou se mascarar, a saudade repentina é um mistério. E todo maldito ano é a mesma coisa. Exatamente a mesma coisa. Todo ano! Começa aula/trabalho, um mês depois: “Poxa cara, preciso de férias.”. Aí vem junho. No quinto dia: “Justo na hora que eu tava me acostumando chega as férias”. Volta aula/trabalho. Chega dezembro: “Cara, vou sentir muito sua falta”… Ele antecipa e narra, para o azar da outra pessoa, que vai sentir falta. E com todo tempo de suas férias ocupado pelo computador, cama e TV, ele manda um falso: “vamo marca de se encontrar nas férias ae!”.

Só falta o tapinha da falsidade nas costas pra jogar a merda no ventilador e se entregar. Que todas as pessoas que fazem isso MORRAM. Porque vai se foder, ficar se contradizendo nas férias é foda!

E para as pessoas que não fazem isso: continuem assim.

Que assim seja, São Paulo

Devido ao problema do google no computador, meu amigo, e um leitor deste humilde blog, está postando para mim no momento. E, por esse motivo, esse texto que diz nas entrelinhas os meus parabéns para essa cidade, vai sair um pouco atrasado. Não que isso importe muito, já que pra elogiar essa cidade não tem dia, hora ou mês marcado. Mas não só de elogios dá pra falar dessa cidade.

Está mais do que provado que essa cidade não é lá as mais seguras. Também é fato de que essa cidade é suja, poluída, tem seus enormes defeitos, e, pra ser ótima, precisa melhorar muito. Pelo menos no “boa” a cidade fica. E sim, ela é boa. A quarta maior cidade do planeta completou seus 453 anos de idade dia 24 de janeiro, agora. É certo de que, dando shows e fazendo apresentações e comemorações para o aniversário da cidade, é inegável que é lastimável que nós vejamos esta cidade sob comando de criminosos, acontecendo tragédias atrás de piores tragédias e que, se em boa parte de sua vida aconteceu isso, nos estamos indo por água abaixo.

Não quero falar mal da cidade, nem da população, e muito menos exaltar o lado ruim em época de comemorações. Não quero porém estou fazendo ao escrever esse texto. Por que ao invés de um show dos Mutantes, o governo num dá um belo presente pra São Paulo e arruma essas tragédias, poucas se comparadas com todas, aqui citadas? Por que eles não nos dão mais segurança para, assim, podermos passear pela cidade tranquilo e observarmos tudo o que elas nos proporciona? Isso sim seria um belo presente para São Paulo, não acham?

Eu adoro São Paulo. Se algumas dessas melhorias acontecessem certamente não iria nem chegar à minha cabeça mudar de país. Não mesmo. Mas na situação em que estamos… Dá pra ser feliz? Eu não consigo passar minha vida vendo roubos e mortes, corrupção e lavagem de dinheiro, seqüestros e assalto a mão armada na TV, e não passar pelo menos umas vez na minha cabeça que precisamos mudar.

Parabéns São Paulo. Continue assim e morrerás linda. Mude, e nunca morrerás.

Ei, você mesmo!

Por que as pessoas mentem? É um mistério. Mas pior: Por que elas mentem pra si mesmas? Por que elas ficam se escondendo atrás de falsas personalidades? Seria tão simples, e muito melhor, se as pessoas simplesmente fossem elas mesmas. Isso vai parecer um texto sentimental, mas não é. É um texto realizador. Eu venho pensando nisso há muito tempo, e não consigo, ainda, chegar em uma conclusão concreta e sensata. Como as pessoas podem passar mascaradas boa parte de sua vida? Quando a explicação para essa pergunta me vier a cabeça, eu juro que eu nunca mais pergunto isso. Mas como esse aqui não é o caso, vou transcrever nos próximos paragráfos algumas das teorias, pseudo-conclusões e angústias que tenho por essa gente.

Claro: “Um dia a máscara cai”. É mais do que provado. E uma coisa extremamente difícil, para não falar impossível, é ver adultos mascarados. Digo adultos pessoas acima de 35 anos, tenham assim construído famílias ou não, Sem classe social definida. Adultos são pessoas extremamente felizes consigo mesmo. Eles não precisam ficar escondendo atrás de falsas-impressões delas mesmas. Elas já tem trabalho, já se sustentam e/ou, em alguns casos, sustentam a família, já têm sua própria casa e já tomaram seus rumos na vida. E, em um outro extremo dessa linha de pensamento, crianças também são cidadãos que não se mascaram… Nunca vi, pelo menos. Crianças são seres humanos puros, eu diria. São felizes, não ligam para o que os outros dizem, e sempre tem o colo da mãe, caso as coisas piorem. Criança tá pouco se fodendo se gosta de sertanejo, pop ou axé. Ela quer se divertir e ponto final. Chega a se sentir um pouco da felicidade de uma criança, ao conviver com uma (tive a chance de experimentar isso nas férias).

Agora, no meio de toda essa linha, existem as pessoas restantes. Pessoas que tem vergonha de si mesmas e, por isso, tentam criar uma falsa impressão para impressionar quem quer que seja. São pessoas indecisas, que não pensam por si mesmo, e até chegarem a esse ponto, demoram horas a fio no seu pensamento até chegar ao ponto final de se livrar de tudo e ser ela mesma. Há uma enorme e BEM visível diferença das pessoas que são elas mesmas e das pessoas mascaradas. As pessoas que não tem medo de ser quem elas são, gostar do que elas gostam, simplesmente não ligam para o que os outros pensam sobre ela. Elas gostam, fazem, e dane-se o que os outros pensam. Já os que mentem a si mesmos tem medo de gostar do que acabam por vergonha dos outros verem e acabar não gostando da pessoa. Sim, isso existe, e pessoas mascaradas são as pessoas mais escrotas do mundo.

Tenho que citar aqui que até há um tempo atrás (faz tempo – mais de 3 anos, certeza) eu ia sendo influenciado pelas outras pessoas que me cercavam, e, por consequência, eu acabava tendo um medo fodido de me expor e expor a todos os outros o que eu pensava e o que eu gostava. Eu arrumei isso de uns anos para cá e, hoje, além de ser eu mesmo e não ter medo de mostrar isso para as pessoas, eu estou constantemente mudando de opinião sobre as coisas e isso, logicamente, me faz mudar também. É um alívio muito bom. Melhor ainda quando você mostra quem você é e acaba vendo um retorno positivo das pessoas em volta e acaba fazendo novas amizades. É inexplicável.

Uma outra coisa também que eu pensei muito: as pessoas que se escondem de si mesmas acabam, automaticamente, mentindo para si. Elas vivem em um mundinho surreal só delas, onde só acontece coisas que elas querem e só fazem o que os outros mandam. É angustiante ver uma pessoa mascarada. Ver uma pessoa que faz tudo o que outros querem, só para agradar e tentando ser amigo dessas.

Pessoas mascardas: Get a life!

Cidadãos mascarados também são os super-heróis. Mas aí fica pra outro post (adoro super-heróis). Acho que mais mascarado que super-heróis, só os emos mesmo.

O dia em que o Google sumiu

Isso aconteceu só no meu computador. Meu computador não porque, tecnicamente, é do meu pai, e eu tô usando emprestado até o meu chegar, mas já deu pra entender. O Google não entra, o Orkut (que estou me fazendo o grande favor de parar de usar) não entra e, um dos piores, o Blogger não entra (YouTube se safou dessa, sorte minha). Sim, estou escrevendo este texto fora do Blogger, e um amigo e leitor deve estar postando isso para vocês não-leitores no momento. E também este é o motivo pela demora dessa postagem e de algumas outras, em um futuro próximo. Porém, ficar sem Google me fez pensar (e isso vale a todos): O que faríamos caso o Google saísse do ar?

Chega a ser assustador. A partir desse post, lido no Blog Neurônios em Brasa, acabei de entender o que o Lucas (dono do blog) quis dizer. O Google DOMINA a internet hoje em dia. Antes, nas épocas de 4a série, quando fazia buscas pelo Cadê?, o Google estava surgindo, tímido, em seu canto. Hoje estou no Terceiro Colegial e o Google comprou empresas que, naquela época, eram inimagináveis! Orkut, Blogger, YouTube… E junto com esas aquisições surgiram milhares de novos recursos: Google videos, Google maps, Google earth etc. Tem também o Adsense, a parceria com o Firefox entre outras milhares de coisas que me recuso a listar aqui, pela sua vasta extensão. É SIM assustador!

Não só o Lucas como todos nós vendemos nossas almas para o Google de uma certa maneira. Quem não tem orkut (acredite, eu conheço algumas pessoas que não se deixaram levar por esta droga sem efeito. Sou totalmente a favor deles), se livrou de uma grande parte, mas eu sou quase um caso perdido. YouTube, Blogger, Orkut… Tenho tudo. Lastimável sim, porém sem saída. E não sou só eu que ficaria sem nada a fazer. Muitas outras pessoas entrariam no computador só pra bater aquele papo básico no MSN e ler os e-mails, tomando um cafézinho.

Eu declaro agora meu tremendo medo pelo Google, este gigante pela internet que me dominou e sou praticamente inútil sem ele.
Agora me dm licença, vou tentar achar a imagem (que, agora, vocês já devem estar vendo) desse post. O Google fodeu minha vida, e a sua?

Sua vida. 5 minutos.

“Entre e pegue as coisas mais importantes! 5 minutos! Rápido!”. Imagino que essa seja a frase que o moradores das casas ao redor da cratera que se formou do desabamento das obras da estação Pinheiros do metrô de São Paulo. Quando o acidente veio a tona, eu tinha recém-lançado este pseudo-blog. Eu, por motivos que pra mim são um tanto quanto óbvios, não quis tocar no assunto por estar em total evidência. Porém, algumas semanas mais tarde, aqui estou a falar do acidente. Não do acidente, mas do que se procede nos bastidores.

Pessoas que ali viviam tiveram suas casas reduzidas a pó. Mas antes, elas retiraram dali de suas residências seus objetos de valor, material e sentimental, antes de elas serem demolidas. Na Revista da Folha (acompanha jornal Folha de S. Paulo), eu li sobre a matéria da capa que diz: “5 Minutos – Se fosse esse o tempo de tirar algo da casa, que parte da sua vida você salvaria?”. E dentro, outra pergunta muito boa, no título da matéria de capa: “[…] Uma foto, o RG, um bichinho de pelúcia… O que faria você voltar?”. Não falarei do material restante aqui. Compre o jornal, se quiser ler. Enfim…

Poucas matérias, como essa, me fazem refletir e pensar. Eu fiquei, simplismente, 4-5 horas pensando no que eu pegaria, caso uma tragédia dessa aconteça comigo. E depois de pensar MUITO, eu vi que não é tarefa difícil. Tirando roupas e coisas não tão importantes, que, com o dinheiro que você salvar você pode reparar depois, você já economiza um tempo. E, se raciocinarmos bem, todas as coisas que damos importância estão em um lugar de fácil acesso (com excessão de álbum de fotos e coisas antigas, que guardamos “bem guardado”). Mas, se você não liga muito para fotos, já é mais tempo economizado. Aqui vai o roteiro de como seria minha corrida para “como por sua vida em uma mochila em 5 minutos”:

Primeiro eu pegaria minha mochila e poria a dita cuja na cama, onde tem espaço. Tudo o que tem importância para mim eu deixo em um lugar de fácil acesso, como falei. Minha carteira, meus documentos, meu MP3, meus ioiôs, minha camera e minha chave (que jaz inútil, uma vez que a casa será demolida) ficam na cabeceira da minha cama. Meu ainda inexistente notebook ficará em acesso fácil também. Para finalizar, pego meu videogame (que faz parte de mim. [Quem me conhece…]), ponho na mochila o mais rápido possível e saio (Sim, a mochila é grande). Caso eu possa (com permissão, claro) voltar, eu pegaria algumas roupas. Vale falar que eu não voltaria, caso contrário.

É extremamente difícil resumir sua vida nessas poucas linhas que uma mochila/mala oferece. Uma história não se resume a isso. É impossível. É jogar muitas coisas memoráveis a esmo. Seu animo desaba, junto com sua casa. E enfim, é sua casa! Seu lar, seu espaço, onde você tem sua liberdade ali dentro. Eu não conseguiria.
Seria um trauma quase irreparável.

Se a curiosidade mata, a mentira…

Eu minto. Minto pra caralho, ainda. Não tem nível de gravidade, porém. Maioria são mentiras bobas. E é só entre a família que geralmente acontece. Para os amigos, mentir, pra mim, é imperdoável (no máximo eu omito alguma coisa ou outra. Poucas). Saberão porque depois. Sempre que eu minto é para meu próprio bem (se bem que mentir é um mal, logo, quando minto para o meu bem, nunca é alguma coisa boa), e a maioria das vezes são coisas fracas… Falo um lugar, vou para outro. O exemplo mais frequente. Mas o motivo para eu mentir com uma certa frequência é porque ainda estou no controle dos meus pais. Sou menor de idade, ainda preço permissão para sair e coisas do tipo… Acontece com todos, agora é minha vez.

Agora falarei no lado oposto da conversa. Quando mentem para mim, é decepcionante. Imperdoável. “Faça o que digo, mas não faça o que faço” é uma frase muito boa que se encaixa aqui, acho. Por mínima que seja a mentira contada, por menor que seja o detalhe omitido, eu acho inexplicável tal ação. Sinceridade, pra mim, é a base de qualquer relacionamento/amizade duradouro. A sinceridade em uma amizade, leva a melhora. Tem uma conversa que eu tive há um tempo com um amigo meu que, tamanha sinceridade da pessoa, que eu enxerguei meus defeitos. E através dessa sinceridade eu pude melhorar. Viu? A sinceridade, ou verdade, como preferir, por pior que seja, por mais sofrível que pareça, é essencial para a melhora de uma pessoa ou um relacionamento. Se uma pessoa mente para mim e, por ventura, eu acabar descobrindo, tiro uma conclusão imediata que, no mínimo, 90% do que a pessoa me falará dali em diante vai ser mentira. No final, a melhor coisa que eu posso fazer, pelo meu bem, no mínimo, é cortar relações.

Então, eu minto para o meu suposto “bem”, mas não minta para o seu.

Porém agora, se você for mentir, minta com estilo. Crie uma história que renda outras milhares que você contará para seus filhos, netos, e os bisnetos. Uma história para contar pro anjo que te receber lá em cima, ou pro Diabo, se você descer. E mentir não é uma habilidade que se cria, é um talento que se nasce. É uma coisa que tem que vir incontestavelmente (palavra grande…). Mas tome cuidado: mentira tem perna curta e se sua fama espalhar…

Se a curiosidade mata, a mentira esquarteja, estupra, limpa as pistas e acaba com todo o serviço. =]


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