Se a curiosidade mata, a mentira…

Eu minto. Minto pra caralho, ainda. Não tem nível de gravidade, porém. Maioria são mentiras bobas. E é só entre a família que geralmente acontece. Para os amigos, mentir, pra mim, é imperdoável (no máximo eu omito alguma coisa ou outra. Poucas). Saberão porque depois. Sempre que eu minto é para meu próprio bem (se bem que mentir é um mal, logo, quando minto para o meu bem, nunca é alguma coisa boa), e a maioria das vezes são coisas fracas… Falo um lugar, vou para outro. O exemplo mais frequente. Mas o motivo para eu mentir com uma certa frequência é porque ainda estou no controle dos meus pais. Sou menor de idade, ainda preço permissão para sair e coisas do tipo… Acontece com todos, agora é minha vez.

Agora falarei no lado oposto da conversa. Quando mentem para mim, é decepcionante. Imperdoável. “Faça o que digo, mas não faça o que faço” é uma frase muito boa que se encaixa aqui, acho. Por mínima que seja a mentira contada, por menor que seja o detalhe omitido, eu acho inexplicável tal ação. Sinceridade, pra mim, é a base de qualquer relacionamento/amizade duradouro. A sinceridade em uma amizade, leva a melhora. Tem uma conversa que eu tive há um tempo com um amigo meu que, tamanha sinceridade da pessoa, que eu enxerguei meus defeitos. E através dessa sinceridade eu pude melhorar. Viu? A sinceridade, ou verdade, como preferir, por pior que seja, por mais sofrível que pareça, é essencial para a melhora de uma pessoa ou um relacionamento. Se uma pessoa mente para mim e, por ventura, eu acabar descobrindo, tiro uma conclusão imediata que, no mínimo, 90% do que a pessoa me falará dali em diante vai ser mentira. No final, a melhor coisa que eu posso fazer, pelo meu bem, no mínimo, é cortar relações.

Então, eu minto para o meu suposto “bem”, mas não minta para o seu.

Porém agora, se você for mentir, minta com estilo. Crie uma história que renda outras milhares que você contará para seus filhos, netos, e os bisnetos. Uma história para contar pro anjo que te receber lá em cima, ou pro Diabo, se você descer. E mentir não é uma habilidade que se cria, é um talento que se nasce. É uma coisa que tem que vir incontestavelmente (palavra grande…). Mas tome cuidado: mentira tem perna curta e se sua fama espalhar…

Se a curiosidade mata, a mentira esquarteja, estupra, limpa as pistas e acaba com todo o serviço. =]

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2 Responses to “Se a curiosidade mata, a mentira…”


  1. 1 Lucas janeiro 22, 2007 às 10:01 am

    Vitor, a gente é mesmo foda, né? Quando mentimos sempre achamos que nossa mentira é perfeitamente justificável, mas quando são as outras pessoas que mentem pra nós, merecem a forca. Acho que isso acontece pelo sentimento que se tem ao saber que alguém mentiu pra gente: o de que fomos ludibriados, passados pra trás… Nosso narcisismo não aguenta…

  2. 2 Guilherme janeiro 23, 2007 às 11:07 pm

    Esquarteja, estupra limpa as pistas e se perguntarem, não fez nada. OEUAHOUEAH


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