Arquivo para março \29\UTC 2007

Mulheres…

Zero à esquerda é a expressão mais errada que existe desde que a matemática é matemática, e foi provado que o zero à direita é o que realmente não faz diferença. Mas enfim, contando pelo simples significado da expressão, quando se trata de mulheres, eu sou um insignificante zero à esquerda. E muito pelo contrário do que a maioria pode pensar disso, nem ligo muito não. Acho que me convenci, e já foi provado, que um dia chega minha hora, querendo ou não. Até o gordinho da padaria ali da esquina tá com a gordinha dele. Eu mereço, no mínimo.

Acho que sou o único que não dou prioridade nisso na minha vida, e tenho um amigo que admira muito isso em mim. Além de ser um fracasso total, e como já me fodi -e MUITO- com isso de amar, sosseguei. E nesse aspecto (geralmente corro muito atrás das coisas, insisto bem) eu realmente sosseguei. Desencanei total de sair correndo atrás das pessoas, quando você, na maioria das vezes num ganha nada em troca.

Consigo levar minha vida sem problemas, apenas com minhas músicas, meus videogames, meus ioiôs e meus problemas pessoas (que ocupam mais tempo do que qualquer outra coisa). Sobrevivo apenas com minhas coisas nerds no meu mundo. Adicionar mais coisas só pioraram as coisas. Como já piorou, e vocês não-leitores puderam assistir de camarote toda a merda que rolou comigo, nas últimas semanas. Porque piorá-la novamente, cometendo o mesmo erro seguido?

Agora caí realmente na real: saindo do trabalho, terei mais tempo para me dedicar ao que eu realmente gosto. Stickers, ioiôs, amigos, computadores e jogos.

E sobre mulheres, só me falta esperar, como já falei. Um dia chega minha hora certa.

PS: A situação descrita no texto “Cagada premedita (ir)reversível” aconteceu EXATAMENTE
como prevista no texto. Qualquer semelhança foi mera (ou não) coincidência. PS2: Eu não sou gay, pelo amor de meus futuros filhinhos.

Cagada premeditada (ir)reversível

Sempre pensei bem nas coisas antes de começar a fazer uma delas. Em todos os casos, até nas coisas que você pensa que faz por impulso. Cagadas por exemplo, eu faço todo o tempo. Planejando ou não, essas sendo impulsos, ou não. O que vou falar nas próximas linhas é uma certeza que me cerca cada vez mais que eu penso. Uma coisa que eu SEI que vai acontecer, já que todos os fatos que são baseados essa hipótese são concretos.

Cagadas como essa sempre acabam mal. Faço-as para provar a mim mesmo que nada melhor do que como eu estava antes. Antes dos acontecimentos (esses que, se vocês que não leem este blog não pereceberam por alguns dos últimos textos, eu e uma menina. Que me deixa puto, pra num falar outra coisa). Quando acontece uma coisa que, até meu saber, nunca aconteceu comigo na vida (um ser humano do sexo oposto mostrar tamanho interesse por mim… Isso ficou meio gay. Voltando…), eu sempre fico meio… Hummmmm… Em choque, talvez. E sempre tento fazer o melhor que posso, já que minhas intenções sobre esse assunto de namorar e tudo mais é das melhores. Mas quando o outro ser não colabora, não tenho a quem culpa.

A certeza que tenho, e a cena que consequentemente vem à minha cabeça é a seguinte: eu, conversando com uma grande amiga. Esse impulso da cagada me empurra a falar com a outra dita cuja da história, após soltar um discreto “To prestes a fazer uma grande cagada. E vou me fuder muito por causa disso, mas eu não ligo.”. Ando até ela, falo tudo o que tenho pra falar, e no final, tudo o que ouço é um sonoro “Não”. Não que essa última fala fique realmente só nesta negação, mas com certeza coisa boa não será. E após pensar em tudo o que eu poderia ter feito antes da cagada, me contento com ela já feita. Claro: grandes cagadas são irreversíveis, e minha chance de voltar atrás depois disso é nula.

Como uma cena de filme, eu mesmo me convenço de que o risco a tomar é respeitável vendo que se ocorrer o contrário do que tudo indica, eu poderia sair vitorioso. E com uma namorada, talvez. E nesse ponto que volto ao ponto incial do pessimismo, e me convenço de que vou me dar mal.

Essa é com certeza a história que se repetirá na vida real, assim que tudo o que eu pensei cair nas minhas mãos e eu puder fazer disso as mesmas oportunidades que aqui citei. No final de história, eu com certeza voltarei aqui para contar. Mulheres… Em um sentido figurado, só fodem nossa vida.

Dificuldades

Coisas ruins quando acontecem, acontecem tudo de uma vez. Como já visto pelos textos aqui postados ultimamente, minha vida Não anda das melhores, muito menos das mais calmas. Tanto no lado pessoal, quanto no lado mais… “Externo” da vida (das coisas que vivenciamos). Está mais do que provado, também, que estou usando o blog com textos que me fazem passar tudo isso pra vocês, porque é visível minha falta de saco para tudo o que está acontecendo, e que eu não aguento tudo, tanto, de uma vez.

Desculpem-me mais uma vez por estar escrevendo isso, e fazerem (fazer nada. Vocês leêm porque querem) vocês lerem isso, mas esse é um dos jeitos que me fazem relaxar, esses que estão limitados no meu caso.

Digamos que assim: você tá trabalhando, seus pais estão negociando em mudar de apartamento e você, tirando que chega em casa esgotado de cansado, tem prova na semana seguinte, e tem um belo problema com uma menina que você gosta. Vale falar também que você nunca foi dos melhores nos estudos, o colégio inventa uma prova a mais na sequência, nunca teve sorte com mulheres, não quer se mudar de seu tão querido lar, e esse sera um emprego sério, porém temporário, que exige que você chegue cedo e saia tarde.

Mas acho que minha pessoa mesmo só piora as coisas. Se isso tá ruim, acho um buraco bem mais embaixo. Eu sempre ouvi mais do que falei, o que me poupou muitas coisas. Pelo mesmo motivo, um excesso de pensamentos me faz entulhar tudo, complicá-las mais. Por mais simples que elas pareçam, e por mais simples que a solução seja, e pareça, as vezes até é (!). tudo caba sempre em uma colossal “bola-de-neve”, com todos os problemas juntos, cada um gritando por si. Não fica muito legal enxergando da posição que estou. Ouvindo e acompanhando, participando também, de todos esses problemas de camarote. Lógico. Eles partem de mim, logo, eu sou o dono dessa besteira toda.

Antes eu até corria o risco de responder que “melhor não poderia estar” quando me perguntavam se estava bem ou algo do tipo. Hoje tenho que falar um seco e fingido “Tudo bem”, com um sorriso falso no rosto.

Que tudo melhore. Rápido, em um pedido desesperado por socorro, por favor.

Cadê o tempo?


Nós, pelo menos eu, nunca paramos (parei) pra pensar como o tempo tá difícil hoje em dia. Eu já sabia que esse ano não seria como os outros, já que é terceiro colegial, ano de vestibular e tudo mais. Mas meu “diferente” está surpreendendo mais e mais a cada vez que paro pra pensar quando será a próxima coisa “importante” que farei. Falo isso porque, sem mais nem menos, eu tô trabalhando com meu pai, e pelo menos durante esse mês inteiro, chego em casa esgotado. Esgotado eu não consigo estudar, e se eu não estudar… Tire suas conclusões.

É uma tarefa mais-do-que árdua organizar o tempo que tenho, agora. Acordar, escola, trabalho, chega em casa, finge que consegue entrar no computador (porque na verdade, eu já estou dormindo a essa hora, no teclado), e vai dormir, agora de verdade. Sábados a rotina de acordar cedo continua, mas com duas aulas de japonês, e a tarde tentar fazer alguma coisa de lazer, assim como no domingo.

O tempo, agora, voou pela minha frente, como se eu nunca tivesse pensado nisso antes. Provas chegando, não posso decepcionar. Assim também como não posso decepcionar no trabalho, nem no curso, que me dispus a fazer com todas as boas intenções do mundo. E com essa mentalidade, esse ano, mais do que nunca, e mais verdadeira será essa frase do que todas as vezes que já falei ela antes, esse ano eu tenho que mudar, definitivamente. Já comentei, e comento de novo, que o sumiço agora, será quase o de um seqüestro.

Surpreendentemente, meu pessimismo não me deixará sair bem dessa. Eu tenho que chegar em casa, e mesmo esgotado do trabalho, sabendo que meu (ainda inexistente [quem sabe, acredite]) computador estará lá a me esperar, terei de estudar, e assim, estudar mais ainda, sabendo que quero entrar na faculdade, e ainda assim, estudar um pouco mais, para as outras matérias e para o curso de japonês, que quero seguir com seriedade. Se fui fazer, que eu faça direito. Nada de terminar no meio, desistir.

Da medo só de pensar nisso. Terei que me dedicar full-time aos estudos. Largar literalmente, e pelo menos teoricamente também, tudo o que gosto. É triste. Decepcionante. Decepcionante também é saber que, em um mesmo sábado, tenho duas provas, duas aulas e um campeonato de ioiô, o qual estou esperando há, em um chute, 6 meses. Meu pessimismo me deixará ter essa real força de seguir em frente? E tudo isso que falei, nunca pensei com tanto afinco e seriedade na minha vida.

Será mesmo que eu realmente vou conseguir?

De começo, já vencido

Já sabia disso, como já sabia que isso passa uma imagem ruim, e que as pessoas até se assustam de tão forte que isto é por dentro de mim. Eu sempre fui, e hoje tive mais uma prova que ainda sou, e provavelmente serei para o resto da vida pessimista de corpo e alma. Eu sempre entro em qualquer situação já com uma cabeça de que só vou me foder. Em um momento, não passa nenhuma coisa que seja positiva na minha cabeça, nem um vulto de alguma coisa boa. Parece que minha mente optou arbitrariamente para que eu já pense assim.

Claro que os amigos mesmo nem ligam pra isso, e falam que vai dar tudo certo, que eu vou conseguir e todas aquelas frases clichês para (tentar) animar o companheiro em uma hora difícil. E piora. Pode ser o momento mais simples da vida de uma pessoa, que seja escolher entre frango assado ou frango frito, eu sempre, antes E depois da escolha, acho que eu teria feito melhor acordo ao optar pelo/a outro/a. E tudo é muito dificultado quando se pensa dessa maneira. Inclusive comigo, que, como já falei, vou ser um velho chato pra caralho (diga-se por causa das razões. Elas servem para este caso também).

E, a melhor parte do texto inteiro… Que já é pequeno, e a explicação para isso tudo já é agora, e a conclusão será logo mais. Tenho uma ótima explicação para ser assim. Diremos que você sempre foi um zero à esquerda, em 50% das coisas que você já tentou fazer na vida. Vamos lá. Pense assim. Agora: se você entrar falando “Eu vou perder, tô fodido!”, e sua chance de perder é de 1/2, provavelmente, quando você perder, você pelo menos não vai ficar frustrado, e só vai soltar um “Já sabia mesmo, que se foda.” e sair, sem nem mesmo pensar que você poderia ter ganho.

Mas quando ganha, a alegria vem em dobro. Convenhamos: sair ganhando em triunfo, é melhor do que perder visivelmente.

Sumiço

Não é a primeira, nem vai ser a última vez que, sem querer, isso acontece comigo. Nem sei o porquê de tal… Coincidência, seria? É muito estranho. Chega em algumas épocas em que eu simplesmente sumo do mapa, não de propósito. Eu paro de falar com os amigos (apenas os de colégio, que é obrigação do dia-a-dia), paro de sair, paro de colar sticker, paro de ir nos encontros de ioiô… Tudo o que eu mais gosto eu paro de fazer. Acho que é um auto-mecanismo lógico ativado que me obriga a ficar em casa, já que, em ano de vestibular, TUDO o que eu faço será cortado. Não pela metade… Cortado mesmo. Só Não vai ser reduzido a zero por causa de minha resistência.

E falando em parar de fazer o que gosto (como já percebido e lido acima, eu vou parar de fazer as coisas que MAIS gosto), eu também vou cortar a (quase) zero meu hábito, que já estava indo aos pedaços, de escrever e conseqüentemente postar nesta página. Logicamente tentarei não deixar vocês não-leitores deste blog na mão. Por um impulso mental, algo me leva pro computador e me força a escrever tudo isso que vocês talvez lêem.

Isso acaba acontecendo involuntariamente. Como que eu não vou querer encontrar com meus amigos? Como que eu perco a vontade, do nada, de escrever? Como eu desanimo de jogar ioiô? Só de pensar nessas coisas, e mais em tudo o que vai me acontecer nesse ano, me dá um medo de parar de fazer essas coisas. Eu amo jogar ioiô. Eu amo escrever. Eu amo todos os meus amigos (os de verdade, logicamente).

Desanima saber que, de uma hora pra outra, em um momento da sua vida, tudo aquilo que você gosta, por causa de um único e exclusivo detalhe, pode desaparecer. É triste. Seus amigos, você vai se afastando cada vez mais. As coisas que eram hábitos, hoje não passam de meras lembranças.

Bom saber que as coisas que a gente realmente ama nunca saem de nossa memória.


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