A pior dor do mundo

Juntando tudo o que tenho passado recentemente, e se tivesse tal talento, com certeza sairia uma bela música. Com a devida escolha das palavras e o ritmo que poderia me inspirar a qualquer horário, enquanto escreveria essa letra, uma música feita poderia sair de minha imaginação muito fácil. Porém não tenho nem tal dom, nem tal criatividade, por isso escrevo neste blog meia-boca, já que ninguém lerá mesmo. Ok. Ninguém não. Quem quiser que leia, alias.

Um minuto para cultura inútil em um blog sem cultura nenhuma: saibam (se já não sabem) que a palavra saudade só existe no português, e em mais nenhuma outra língua, sendo assim impossível de outros povos, culturas e pessoas, expressarem esse sentimento. Sentimento que mata, e com o tempo, se não mata, vira uma constante.

Saudade aquela coisa que, assim mesmo por outras pessoas não poderem falar, é inexplicável. É a falta de uma parte de teu corpo, de tua alma, teu coração. Um desfalque em seu time de ataque ao futuro que, na maioria das vezes, sem ele, você perde. Um elemento essencial no bom decorrer de sua vida que, se não presente, manda-te uma rocha no caminho. Rosas só na glória de tê-la de volta, nos teus braços, na segurança que ela te dá de viver. Essa que também aparece não só na falta de alguém, mas na falta de alguma ação, algum sentimento bom que te marcou, e te deixa sem reação pela falta dele.

A partir de alguns pontos marcantes de sua vida, começa-se a tomar outros pontos de referência, outros rumos, e por ventura, acaba descobrindo coisas sobre você mesmo que era desconhecido de qualquer pessoa até então. Começa a rever conceitos sobre as mesmas coisas que poderiam estar em certeza dentro de sua cabeça. E de uma maneira não radical, mas todos passam por isso, começa a ver TUDO de outra maneira. Outros pontos de vista, com outras opiniões, discussões e decisões antes tomadas sem precauções, serem redecididas.

Falo de “saudades” nesse texto porque me refiro a muitas coisas que estão acontecendo agora, com certas pessoas, em certos lugares, de várias maneiras. A saudade se aplica em todos os casos, excepcionalmente aqui, mas alguns outros sentimentos que falarei, que juntos sim formarão a pior dor do mundo, limitados para apenas alguns casos.

Junto com a saudade, te vem a negação. Negação não, pois não sei dizer exatamente o que é que sinto ao lembrar da saudade que tenho de conversar com ela. Parece mais um… Impedimento. O bom senso que me impede de ir conversar com ela. Tenho o direito, mas não quero. Preciso disso, mas não posso! Quase um anti-corpo automático. Esses problemas amorosos… Melhor eu parar de pensar em coisas assim, principalmente na fase que estou, e do jeito que sou. Se tudo cooperasse e o mundo fosse um lugar perfeito. Ah, como seria mais fácil. Se ela aceitasse, antes mesmo de mim, que continua a me olhar, como eu iria falar, e não teria esse “impedimento” para me parar.

Como, também, gostaria que as pessoas fossem verdadeiras. Digo algumas, não todas. Preciso falar, preciso tomar providências diante dos fatos que nos cercam e acertar e aceitar todas a verdades que doem e curam. Se a negação fosse mais difícil quando eu dissesse que continuas olhando para mim, e ela aceitasse sim, e a sinceridade transparecesse nesse momento, quando poderia dizer qual seu medo. Preciso conversar com ela, mas não posso. A intuição e a certeza que tenho do que vai acontecer me impede.

E acima de tudo, agora a dor da rejeição. Aperto no coração. Que junto com a saudade e o bom senso do impedimento, só nos acabam mais e mais. Que supere os dois outros compenentes de sentimentos desse texto. Essa sim é a pior dor que alguém pode, pôde ou poderá sentir em sua mísera vida inteira. Amar, ou simplesmente gostar, e não ser correspondido, em nenhum sentido. Aquela admiração por uma pessoa que você gosta e quebra aos montes e se esparrama no ar, queima e vira cinzas sem ao menos você ter a chance de concertar isso que você tem no peito. O mundo não para. Olhar o objetivo e sentir um desprezo por dentro, um ignorada colossal de nem sequer trocar um olhar. É sentir, e não ver nada de retribuição.

Agora: junte os três. A dor da saudade, a rejeição em você e depois a rejeição do outro. Juntos ou separados, esses matam qualquer vestígio de amor que bate a cada segundo em meio a seus pulmões. Essa é a pior dor do mundo. Uma dor que te impede de pensar direito, até de viver certo. Se a dor aliviasse por pelo menos alguns meses, as coisas seriam diferentes. Bem diferentes. Se me fizesse o favor de esquecê-la, e se a data marcada fosse antecipada para a chegada de meu anjo, como tudo tomaria outros rumos.

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3 Responses to “A pior dor do mundo”


  1. 1 Marcelo maio 12, 2007 às 11:44 am

    EMO! hauheaueh zuera, mas nao fica assim nao, vc me deixa um pouco triste tb. e cara seus textos ta ficando muito bons mesmo. keep up the good work

  2. 2 Carla maio 13, 2007 às 9:00 pm

    costinha…

    jah deixei um recado falando isso no msn… mas eleogio é sempre bom repetir…

    esse texto está muito bom… o melhor até agora…

    bjoo

  3. 3 Fred Pill maio 16, 2007 às 10:08 am

    Eita, que isso, se alegre bixim!


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