Sobre as obras da Fuvest

Não! Eu não li nenhuma obra da Fuvest. E também não pense que eu me orgulho disso, já que estou “divulgando” isso, pois a real verdade é que me acho sim um fodido. Fodidamente estúpido, diria mais. E não foi por falta de tempo. Também não foi por falta de recurso, nem por nenhuma eventual falta. Houve sim, apenas, falta de paciência, e saco, e coragem, para sentar, pegar o livro, e ter interesse.

Também é lamentável ver essa imagem. Sem problemas de fontes, tendo a seu dispor tudo de melhor, e podia muito bem lê-los. É tão lamentável que até eu confesso que sou um estúpido por tudo não aproveitar de tudo isso, e mesmo sabendo que é para o meu futuro, e meu bem, continuo na mesma. Livros cobrados pelo vestibular mais disputado do país, e nem sequer abrí-los.

Algumas coisas a mais antes de falar tudo o que penso e ouço sobre isso, e meu comportamento sobre o mesmo: nunca mostrei interesse em ler. Não criei o hábito de ler, poderia tê-lo feito. Não consigo sequer ler alguns capítulos de qualquer obra que já perco a paciência, e durmo (geralmente). Também conheço o fato de que quem lê muito, geralmente escreve muito bem também. O que me ajudaria muito.

Eu quero ser jornalista. Quero não… Vou. Poderia usar disso para um ótimo proveito, tendo em vista que quero passar na melhor faculdade de jornalismo, e quero escrever bem para conseguir bons empregos, oportunidades e assim obter sucesso no que me aparecer.

Só que não é isso que me incomoda mais. Sim, isso me incomoda. Muito, alias. Mas só por não ter interesse em ler eu tenho que me foder assim? Só por não ter criado o hábito de ler, e não posso dizer que não tive oportunidade, eu preciso me dar mal desse jeito? O que alguns livros me contarão além de estórias, um vocabulário pouco mais apurado e história do Brasil, um país pelo qual mostro mínimo interesse?

Posso estar sendo uma pessoa terrivelmente mesquinha, tosca, burra e estúpida, mas eu sei de tudo isso. Sei que posso me tornar um jornalista muito melhor do que possivelmente me tornarei. Sei que escreverei textos infinitamente melhores, para o blog e para o vestibular, e aumentar minha nota, e leitores na página, e mais uma série de coisas. Também sei que só tenho a perder com tudo isso.

Mas só porque deixo de ler, por opção própria, meia dúzia de livros eu sou discriminado por isso? Provavelmente não acreditarão, mas sim, isso acontece. Ridículo não? Mais estúpida ainda uma pessoa que tem uma atitude dessas e leu todas as ditas obras, do que quem tem caráter, e nem tocou-as. O que me deixa mais inteligente que uma pessoa ler um livro ou não? O que vejo de interessante através de uma capa é a história que vem antes dela, como foi escrito, como foi baseada e quando, além de por quem, foi escrita. Não entre suas páginas. Aquelas páginas só me contam mais números, comparado a um bom resumo.

E convenhamos: o interessante mesmo do livro, aprendemos no ensino médio proporcionado, antes da escola, pelos nossos pais. E pra falar uma verdade ainda mais estranha, talvez: nem nossos pais leram essas ditas obras. E creio eu que todos aqui consideram seus pais pelo menos cultos o suficiente para educar seus filhos do jeito que educaram, e tudo isso que eles te deram te trouxe até aqui, agora.

Por favor: enxerguem-se. Se minhas próprias decisões me levam a ser quem sou, e quem vou ser, digo que me tornarei um jornalista ainda muito bom, com ou sem livros, e digo que acredito nisso, ao contrário de todos, afirmando isso ou não. E quando o sonho acontecer, retornarei a este blog e escreverei, em caixa alta, negrito e sublinhado: chupem.

Notas: Caso algum professor, doutor, ou qualquer outra pessoa que se julgue a ponto de comentar em qualquer forma esse texto nos aspectos: o porque de eu não gostar do Brasil, afinal, é meu país; o porque que eu não li nenhum dos livros; e porque ainda quero me tornar jornalista mesmo não os lendo; que eu sou um troxa cabeça dura; que eu preciso melhorar meu modo de pensar e ver as coisas que estão em minha volta; e qualquer outra forma que você pode achar para comentar nesse texto sobre o próprio e me criticar, criticar meus pensamentos, e minhas atitudes, poupe seu tempo. Apresento-as porque tenho plena noção das mesmas, e de como foram formadas.

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