Arquivo para julho \29\UTC 2007

É chato. Mesmo.

É realmente muito chato quando você precisa parar de fazer o que você gosta, o que faz você se sentir bem, por motivos maiores. Sejam eles os mais variados motivos, as mais variadas coisas, pequenos ou grandes acontecimentos, deixar de fazer o que te faz sentir bem é uma merda, das grandes. É óbvio que você não para por definitivo. E também, caso pare, convenhamos: não era de tão extrema importância assim. Caso fosse, você não desistiria por causa de uma pausa um pouco… Prolongada.

Claro que seria impossível eu continuar sem dar MEUS exemplos. Afinal o blog é meu, eu estou escrevendo porque gosto e quero, e não conseguiria continuar essa texto falando “coisa”/”sua coisa”, ou derivados, a cada vez que eu fosse tocar no assunto principal. Isso seria um saco. Exemplificar em textos não é luxo. No meu caso pelo menos. Então sinta-se na obrigação de trocar a minha situação pela sua, caso queira. Ou não, e delicie-se comigo afundando no poço.

No meu caso são duas coisas. Não contente em me parar em apenas uma, o destino me presenteia com duas logo, sabe? Uma era muito pouco, e se fosse três, o demais poderia parar no hospital, ou em um caixão, o que não é uma situação muito agradável de se dizer. Nem no momento, nem nunca. Só quando necessário, mas entramos em méritos que não serão citados aqui, e eu já estou enrolando muito. As duas coisas seriam: ioiô e stickers. Pra quem não sabe, eu jogo ioiô. E pra quem não sabe, também, eu colo stickers. Ou melhor: era pra eu jogar, e era pra eu colar, respectivamente.

Faz tanto tempo que não faço DECENTEMENTE os dois. Acham que eu não colo mais, ou até mesmo que não jogo mais ioiô. O que, pelo menos no momento, é quase impossível de isso acontecer. As duas coisas têm tanta influência na minha vida, me trouxeram tantas recompensas boas com o tempo, que eu não me vejo, novamente, no momento, sem os citados. O terceiro colegial fodeu com a minha vida, assim como garanto que fodeu a de pelo menos um pessoas também por ai, e agora, no segundo semestre, com cursinho também nas costas, vestibulares, simulados, inscrições e com tantas perguntas “Você já decidiu o que vai prestar?” pela frente, vou me foder mais ainda.

Com os estudos tomando meu tempo integralmente, me vejo preso em uma rotina casa-colégio-cursinho-casa-…, e não sai disso. Não chega a ser um pesadelo, mas é chato. Mesmo. Muito chato mesmo.

Não vou parar de colar. Toda minha impossibilidade de produzir mais colagens e coisas novas agora serão compensadas depois, com sorte, com amigos de verdade de muitas risadas ao longo das ruas. Toda a ausência que terei no esporte que me ofereceu toda a felicidade que há tempos não sentia, será, ao lado dos mesmos amigos, compensada nos campeonatos, com muita risada, falando muita merda, com certeza.

Eu dou tchau, realmente, como alguém que vai pra ficar. Eu vou. Mas eu volto, e com certeza, em um estado muito melhor do que me encontro agora.

…Pra sempre?

Escrevendo uma continuação ao post anterior, com uma mesma mania, começando pelas mesmas fontes citadas, e ditas/escritas logo em seguida do agora famoso, comum, sem conteúdo “eu te amo”, é a seqüência “…pra sempre!”. Mas como assim? “Pra sempre” existe, afinal? Mamãe me educou diferente. A TV, que faz seu papel bem mal, por incrível que pareça, me educou diferente também. “Pra sempre”, que me lembro bem, só aparece nos famosos e grandes contos de fadas, quando “todos acabam vivendo felizes para sempre.”, e curiosamente vem um “Fim”, acompanhando-o.

Já percebeu que é só em conto de fadas, no mundo lindo e maravilhoso, onde tudo dá certo, as mulheres tem os mais lindos cabelos e sorrisos, os homens todos galãs de Hollywood, fortes, másculos e enfrentando o impossível pelo amor de suas vidas. Conto de fadas, minha gente. E isso não é novidade nenhuma. Se nem em histórias assim o “pra sempre” tem conteúdo, como terá logo depois de um “eu te amo” falso e descarado? É curioso também, porque só o cidadão que acreditar no mesmo “eu te amo” falso, acreditará que o amor [falso] é pra sempre. Abstrato, confuso, porém com sentido.

Canso de pensar que as pessoas as quais convivo hoje, não serão as mesmas de amanhã. Amanhã não, pois é um futuro próximo demais. Mas ok, ano que vem. Nada impede de continuar os vendo, mas como nada é como queremos, todos seguimos caminhos diferentes, por maior que seja o tempo que estivemos. Tenho uma amizade de quase treze anos com uma pessoa muito querida. E em nenhum desses treze anos soltei se quer UM mísero “pra sempre”, pois sempre soube que tomaríamos rumos diferentes. Arrisco a dizer, além de amizades, que sua família também nunca estará sempre 100% do tempo com você.

Também cito que ninguém consegue ficar “pra sempre” com outra pessoa. É quase uma lei da natureza ou algo do tipo. Se alguma força oposta as atraem, essa mesma força as fará separar. E se não, umas outra força externa conseguirá cumprir o trabalho. Enjoar é um sentimento comum de um ser. Enjoamos das pessoas como enjoamos de roupas, gostos, pequenas coisas. É normal demais para dizermos que nunca vai acontecer.

O mundo é muito mais do que momentos que tornam pessoa inesquecíveis, lugares marcantes, acontecimentos memoráveis… Por mais que tenhamos de viver o presente, e devemos amadurecer olhando pro futuro, temos que aprender que conto de fadas é ficção, e viver feliz não vai tornar tudo em realidade.

Ninguém vive feliz, muito menos “pra sempre”… Mas tudo tem um fim.

Eu te amo…?

Virou uma mania do Orkut (ou no MySpace, me referindo aos norte-americanos). Começou pelo maldito, alias. Parece que todos no site de relacionamentos vivem em um mundo lindo e maravilhoso, onde todos se amam, são felizes do jeito que são, [sem excessão] todos são fotogênicos (até eu! É uma maravilha mesmo!), têm amigos às bicas… E repito: todos se amam? Odeio demais ter que admitir isso, mas já foi o tempo em o sentimento era raro, e as três palavras eram ditas em raros momentos, com raras pessoas. Odeio.

O que… Alias, QUEM foi o responsável por tudo isso?! Pode até ter começado com um eu te amo sincero, mas alguém achou legal, bonitinho, e resolveu mandar pra alguém nada a ver, e assim foi repetindo até os dias de hoje. Parece que eu te amo é um substituto do “Eu gosto de você pra caralho”, mas as pessoas ficam com medo de mandar isso e parecer pouco. “Um ‘te amo’ vai bem, vai? E fica assim mesmo”. Duvido, e não saio disso, que todos dizem sinceramente. Há casos (dois, de minha parte), mas continuam raros. (exclua casais, namorados, irmãos, familiares, casados e etc. Esse sabemos que é de verdade. Ou pelo menos achamos).

Desde de quando conseguimos amar meio mundo, se nem pra nossos pais falamos “te amo” sempre?! Alguém me diz também desde quando um testemonial daquele seu amiguinho novo dizendo “eu te amo blábláblá” é tão importante?! Isso também é interessante. As pessoas acabam de te conhecer, e já te deixam um recado falando que ama tal. É tiro e queda! Eu demorei, pelo menos, um ano pra falar pra alguém que eu realmente a amava. Nem pra uma namorada eu fui capaz de falar com toda a sinceridade que amava. Mas aí já entramos em outros casos que não convêm agora.

O último caso que vi eu fiquei em dúvida (pra não dizer puto): tudo o que chegou até os meus conhecimentos é que ficar é apenas uma pré-seleção para um futuro suposto namoro (não necessariamente). Nunca vi gente ficando mais de, digamos, 3 meses. Nesses 3 meses, se já começou a se apaixonar de verdade, se um eu te amo quase sai REALMENTE do fundo do seu maldito coração, pede pra namorar! Não fala que pode cagar… Alias, vou parar por aqui com isso de namoro, que aí entramos em alguma coisa mais complicada. Voltemos ao caso: o casal está “ficando” (ODEIO esse termo)… Chutando, diria [no MÁXIMO] um mês. Hoje vejo um “te amo” no orkut da parte feminina.

Fico feliz por ela ter ficado feliz por ele ter mandado isso pra ela, mas eu duvido que foi verdadeiro. Na minha visão, foi apenas mais um xaveco barato forjado e de efeito (vide como a coitada ficou). Ela pode querer que seja verdade, ela pode crer que seja a realidade, mas não é, convenhamos. Aceitar a verdade é uma coisa que já comentei comigo, e não acredito que um “eu te amo” de (um qualquer, pra mim) um simples ficante tire de órbita a mente de uma das pessoas mais pé-no-chão em relacionamentos que já vi na vida! E o pior essa é uma (das duas que citei anteriormente) que eu amo, e ver ela se perdendo por alguém é a coisa que sou mais incapaz de ver.

É ridículo! Como puderam vulgarizar o sentimento mais impossível de se descrever, que possui mais tempo para, no final, não entendê-lo, que possui mais frases belas a respeito, mais raro (quando é de verdade), mais supremo entre qualquer outro sentimento que ter, mais único no fundo de nossos corações… Mais mais, por não ter o que dizer?! Sinto em ver MAIS UMA modinha desse pessoalzinho clichê, mais uns na multidão, sem diferença, que também já citei em outro texto.

Prezo pelas palavras que caracterizam amor verdadeiro.


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