É chato. Mesmo.

É realmente muito chato quando você precisa parar de fazer o que você gosta, o que faz você se sentir bem, por motivos maiores. Sejam eles os mais variados motivos, as mais variadas coisas, pequenos ou grandes acontecimentos, deixar de fazer o que te faz sentir bem é uma merda, das grandes. É óbvio que você não para por definitivo. E também, caso pare, convenhamos: não era de tão extrema importância assim. Caso fosse, você não desistiria por causa de uma pausa um pouco… Prolongada.

Claro que seria impossível eu continuar sem dar MEUS exemplos. Afinal o blog é meu, eu estou escrevendo porque gosto e quero, e não conseguiria continuar essa texto falando “coisa”/”sua coisa”, ou derivados, a cada vez que eu fosse tocar no assunto principal. Isso seria um saco. Exemplificar em textos não é luxo. No meu caso pelo menos. Então sinta-se na obrigação de trocar a minha situação pela sua, caso queira. Ou não, e delicie-se comigo afundando no poço.

No meu caso são duas coisas. Não contente em me parar em apenas uma, o destino me presenteia com duas logo, sabe? Uma era muito pouco, e se fosse três, o demais poderia parar no hospital, ou em um caixão, o que não é uma situação muito agradável de se dizer. Nem no momento, nem nunca. Só quando necessário, mas entramos em méritos que não serão citados aqui, e eu já estou enrolando muito. As duas coisas seriam: ioiô e stickers. Pra quem não sabe, eu jogo ioiô. E pra quem não sabe, também, eu colo stickers. Ou melhor: era pra eu jogar, e era pra eu colar, respectivamente.

Faz tanto tempo que não faço DECENTEMENTE os dois. Acham que eu não colo mais, ou até mesmo que não jogo mais ioiô. O que, pelo menos no momento, é quase impossível de isso acontecer. As duas coisas têm tanta influência na minha vida, me trouxeram tantas recompensas boas com o tempo, que eu não me vejo, novamente, no momento, sem os citados. O terceiro colegial fodeu com a minha vida, assim como garanto que fodeu a de pelo menos um pessoas também por ai, e agora, no segundo semestre, com cursinho também nas costas, vestibulares, simulados, inscrições e com tantas perguntas “Você já decidiu o que vai prestar?” pela frente, vou me foder mais ainda.

Com os estudos tomando meu tempo integralmente, me vejo preso em uma rotina casa-colégio-cursinho-casa-…, e não sai disso. Não chega a ser um pesadelo, mas é chato. Mesmo. Muito chato mesmo.

Não vou parar de colar. Toda minha impossibilidade de produzir mais colagens e coisas novas agora serão compensadas depois, com sorte, com amigos de verdade de muitas risadas ao longo das ruas. Toda a ausência que terei no esporte que me ofereceu toda a felicidade que há tempos não sentia, será, ao lado dos mesmos amigos, compensada nos campeonatos, com muita risada, falando muita merda, com certeza.

Eu dou tchau, realmente, como alguém que vai pra ficar. Eu vou. Mas eu volto, e com certeza, em um estado muito melhor do que me encontro agora.

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1 Response to “É chato. Mesmo.”


  1. 1 Marilia julho 30, 2007 às 2:44 pm

    Pois é, infelizmente a gente vai ter que deixar de lado algumas coisas que gostamos para investir em outras, que no futuro serão compensadoras.
    Parar de vez, não, isso nunca! haha

    beijos


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