Arquivo para dezembro \28\UTC 2007

Diálogo IV

Após longa, muito longa, história de como a vida anda na… Uma semana de férias que passo longe de qualquer pessoa que estudou comigo esse ano, ouço, naquele momento um conselho:

-É velho… Não sei o que fazer!
-Pois é, sua situação ta difícil mesmo
-É… Qualquer coisa que eu faça agora, eu posso me foder muito
-Toma cuidado, pensa direito
-Eu sei, eu sei! Mas pensando eu só embaralho eles [os problemas] mais ainda…
-Caralho, eu me vejo no seu lugar
-Nossa: não queira estar no meu lugar
-Mas é sério!
-Tá, ué! Você se vê no lugar de um cara fodido?
-Velho…
-…
-Eu me vejo no seu lugar fazendo merda!
-…
-É sério!
-… PORRA!
-Que foi?
-QUE PUTA CONSELHO DE MERDA!

E eu ainda me pergunto o que leva uma pessoa a me falar tal tipo de coisa… Vejamos bem: quando você está mal, a única coisa que você não quer pensar é que você vai fazer merda. Sempre vem aqueles pensamentos, até para a pessoa mais pessimista estilo eu, de “Mas não… Vai ficar tudo bem. Eu vou conseguir resolver isso… Bola pra frente”, e um boçal vem me falar esse tipo de coisa?! Sabe… Nem é pela pessoa, que é um dos amigos mais próximos e uma pessoa querida… mas é pelo tipo de comentário! Porra, Fabio!

Pegue como exemplo o que ocorreu acima, e façam-se [existe?] o favor de nunca repetir isso jamais, para ninguém!

2007

Há! Que post/texto mais comum pra essa época do ano. Resolvi até trocar o nome original de “Retrospectiva 2007” para o atual pra não pegar aqueles processos da Globo de ter copiado o nome das retrospectivas [muito] inteligentes (e isso foi irônico) deles e de todas as outras emissoras. Tudo bem que isso só mostra ainda mais minha falta de criatividade imensa, e que não ajuda muito no final das contas, mas foda-se. Que desgraça… Essa época do ano é tão igual, tão sempre igual. Parece que ninguém nunca percebe que as TVs saturam seus jornais televisivos com especiais de Natal e ano novo, Robertão sempre cantando na Globo, propagandas sempre óbvias, Papais-Noéis enchendo tudo quanto é vista pra se encher. Deus, isso nunca vai parar. Chatão.

As principais avenidas das principais cidades dos principais países nos principais continentes SEMPRE enfeitadas até o topo da antena mais alta com luzinhas de natal, aquele velho gordo barbudo de todas as maneiras possíveis, até rebolando a bunda na boquinha da garrafa em cima da chaminé, e todos os velhos gordos barbudos de verdade, que só saem nessa época do ano, nas avenidas, embaixo, faturando aquela graninha que só… Velhos gordos barbudos faturam nessa época do ano, realmente. Sempre muitos pedidos de fé, amor, paz, felicidade e mais um porrilhão de coisas boas desejadas para o mundo inteiro, mesmo que esse nunca se realize, e que a realidade só faz o favor de frisar mais e mais em nossas cabeças que já estamos mal, e que, potencialmente, só temos a piorar daqui pra frente.

Mas enfim: tudo o que escrevi já é bem conhecido de todos, e provavelmente será até morrermos. Convenhamos: se não mudou em, no meu caso, 17 anos, não mudará agora. Só um milagre… Torcemos para um milagre ano que vem, então. O que vim fazer aqui é uma retrospectiva MINHA, sobre o MEU ano. Tudo bem que todos que leram, no mínimo, ao entrar aqui nesse blog, UM texto miserável, sabe que meu ano não rendeu bulhufas (e é a única vez que usarei essa expressão aqui). Acho que só faltou escrever no pseudo-banner do blog, ali em cima, que meu ano foi uma merda das mais… Cagadas? Expressão estranha. Vocês entenderam…

Só que o ano foi bom, até. Bom pra indústria de games, por exemplo. Até a indústria gamer nacional sofreu uma bela melhorada esse ano. Xbox 360 lançados oficialmente aqui, com todo o suporte técnico e jogos em português, traduzidos. Jogos mais baratos também, por serem fabricados aqui. E isso levou com que as outras duas principais empresas se mobilizassem e, no mínimo, anunciassem futuros programas para a mesma coisa. 360’s, Play’s 3, Wii’s e DS’s vendendo muito. Aquela caída no PSP. Bons jogos lançados aos montes, até, eu diria. Eu ganhei a guitarra do Guitar Hero, comprei meu DS, e foi isso que aconteceu no MEU ano gamer. E aqui eu paro porque quem quiser ler de games, compra uma revista… Ou volta mais tarde no blog que eu vou falar mais depois e em mais vários textos sobre parte tão importante pra mim. Aguardem.

Para a música foi um ano… Normal. Não sei realmente se foi assim, porque acompanho de longe, e não sei quais tipos/estilos de música você que está lendo esse texto gosta, mas pelo menos para o meu gosto (e caso queira saber meu gosto clique nos dois buttons do meu Last.fm aqui do lado) foi até que bom, normal. Não sei, de verdade. As bandas que eu conheci esse ano superam as de qualquer outro ano, e o jeito que me liguei com a música esse ano nem se compara a qualquer vivido por mim. Vou falar disso em um outro texto, alias, certeza. Os shows que eu fui esse ano foram bem legais. Less Than Jake, com abertura de Sapo Banjo, Dead Fish e Buzzcocks foi realmente foda, tudo o que ocorreu no show (meu grande amigo, fã da banda, teve a chance de subir no palco, roubou palheta e assistiu tudo ali de cima), o show do Dead Fish foi muito bom, poderia ter sido muito melhor, Sapo Banjo e Buzzcocks mal conhecia, prefiro não opinar. As camisetas e brindes comprados, o poster autografado “cagadamente” ganhado também foram fodas, e nem comento assistir o show da grade. TIM Festival poderia ter sido infinitamente melhor, também, diga-se de passagem. Mas valeu só por ver minha música preferida do Arctic Monkeys ao vivo, lá vendo os caras. Tocante, de verdade. Não comento dos outros shows, nem do que aconteceu lá, porque a história é muito comprida, e o parágrafo já tá grande demais… Um dia conto isso.

Só vou falar porque, se planejei um tópico assim, era pra falar mesmo. E como eu planejei falar sobre tudo, ele vai ser grande mesmo [grande ênfase no “mesmo”]. Meu ano escolar só não foi um [puta-merda-de-um-]desastre completo por ser o último ano do colegial, fim de uma fase da vida e essas coisas, e daqui pra frente pode acontecer de tudo. Escola, alias, é um assunto que odeio tocar porque é onde menos tenho moral. Nunca fui bem na escola desde que me conheço por… Um aluno de uma escola. Notas baixas sempre, recuperações aos montes. Sorte que sempre andei com pessoas que vão piores que eu, então isso me animava. Irônico e estúpido de minha parte, mas é verdade. E eu estou rindo de mim mesmo. Deplorável. Nesse aspecto, esse ano começou como todos os outros, e terminou como os mesmos. “Esse ano vai, agora vai! Esse ano vou me dedicar aos estudos, principalmente porque no final do ano quero entrar direto em uma faculdade, sem cursinho, blá-blá-blá…”. Me vi falando “Esquece tudo o que te falei no primeiro dia de aula, Fabio…” quando percebi que aquela menina nova do primeiro me dava bola (meu Deus, que expressão velha), e que depois de toda uma história, ela só me fudeu mais ainda, e levou minha baixo-estima lá pro alto. E daí pra frente meu ano só ficou mais parecido com os outros, quando fiquei de recuperações e mais recuperações, fazendo provas cada vez piores, e fazendo de tudo, sem sucesso, pra melhorar. Ok… Não de tudo. Já é provada, pelo menos pra mim, aquela expressão “Quem quer, consegue”. Verdade seja dita, se eu me entreguei, é porque nunca quis. Não melhorando, e só piorando. Nem pra estagnar em uma situação ruim. Foi de ruim ao pior cada vez mais rápido. Do pior ao… Não sei o fim dessa. E tudo acabou como acabou. Passando nas últimas recuperações, não passando nos vestibulares, me conformando com o cursinho ano que vem e só essas coisas não agradáveis. Isso só contribuiu pro meu ano não ser, nem no mínimo, aceitavelmente bom. E, como extremo, foi absurdamente horrível.

Com meus pais esse ano foi um ano difícil, eu achei. Brigamos por muitos motivos, estúpidos ou não, mostramos coisas que normalmente não mostraríamos, e acho que isso é o suficiente pra ter me impressionado. Eles também fizeram a surpresa mais emocionante, chocante e sem palavras que eu já tive na minha vida, com meu presente surpresa de aniversário. Foi foda. As brigas sobre meu sonhado alargador ainda não acabaram e, nesse final de ano, todas as brigas foram dissipadas, e fico muito feliz com isso, pois chegamos a um perfeito senso. Pai e mãe: cada dia mais é provado quanto eu amo vocês mais que eu mesmo poderia amar alguém. E com meu irmão… Nhé. Foi tudo normal. Amo-te, Luquinhas. NEXT!

Nesse ano, pelo menos, descobri que os poucos que considero amigos de verdade, se provaram amigos de verdade, e os que eu fiz o erro de depositar precocemente um pequeno respeito antes de considerá-los amigos de verdade, que também seria outro erro, me fizeram o favor de cagar rápido, e sair logo da minha vida, antes que tivesse frustrações maiores com eles. Pelo menos com erros assim eu aprendo, e aprendi e provei, de verdade, que só o tempo pode provar amizades de verdade. Não precisa nem ser muito esse intervalo de tempo se os atos mostrados são de grande impacto, principalmente para pessoas como eu, que se apegam a detalhes e podem até dar importância a poucas e pequenas coisas. Porém as significativas façanhas tomam sozinhas e impõem tamanho respeito, e importância, que é impossível contestar que sejam mentiras, ou farsas. Os amigos provaram o que é ser amigo de verdade, e os conhecidos só deram mais motivos para não serem confiáveis, concluindo.

Como eu agradeceria se meus problemas amorosos, por assim dizer, se resolvessem com tamanha “rapideza” como os problemas acima foram resolvidos. Sério: foi um problema atrás do outro desde o começo do ano, não tive descanso. Tomei nos dentes desde o primeiro dia do ano, e vou tomar até o último (escrevam, em outro lugar, o que escrevo aqui). E como eu prezo minha felicidade antes de qualquer outra coisa (note e adote: isso é uma mentira), eu [e]levo esses meus problemas pessoais acima de qualquer outro problema que pode surgir, e isso cria dimensões imagináveis só em filmes de ficção, e isso se os tamanhos adotados por esses gênios nerds não chegarem nem aos pés do que meus problemas atingem diante de mim. E ainda que esses problemas são aqueles que não dependem só de mim para resolvê-los. Começando do começo: o primeiro problema de ano. Não entendo até hoje o que passa na cabeça daquela coitada lá, puta merda. Nos beijamos, tentei me certificar que eu não estava entrando em merdas, e ainda assim, no dia seguinte, ela “termina”, por mensagem de celular. Patético… Deve ser uma pegadinha. Mas ok… Superado tudo na metade do ano. As férias de julho foram um ótimo mês pra descansar. E tudo o que acontece depois, aqui, eu vou contar em resumo, porque tudo o que aconteceu e muitas coisas que eu pensei renderão bons textos. E basicamente: eu estou preso num problema envolvendo duas pessoas que eu gosto MUITO, e eu até sei sair dele, mas, por algum motivo, eu não sei o que eu faço, e eu nem sei me explicar direito, porque só de pensar eu já me sinto sufocado e desesperado pensando… E é horrível! As vezes chego a chorar de desespero só de pensar nisso e… MERDA! Merda, merda, merda… Deixa eu pular para o próximo parágrafo, pelo amor de Deus. Vocês entenderão se continuarem a ler esse blog, eu juro.

E sobre coisas diversas… Bem. Aconteceram muitas pequenas coisas que me trouxeram aquelas pequenas doses de felicidade. Pequenas que as vezes podem vir a ser maiores e essas coisas, mas sempre, ou pelo menos parcialmente, temporário. Eu ganhei meu próprio computador esse ano. Este que me impulsionou, e muito, a criar um blog, onde eu poderia guardar meus textos e seguro de outros invasores, e que me permitiu escrever textos em diversos lugares (como aqui na praia, por exemplo, sem internet, quando não tinha nada pra fazer. Esta rendendo, até o exato momento, 3 textos. Acreditem, peguei o computador em um ótimo dia inspirado, de natal, 25. Coisa que não me via fazendo há… Meses, indeterminados. Continuando), e me ajudou a passar o tempo diversas vezes. Isso foi muito bom. Reforcei meu hobby de fotógrafo ganhando, por uma única foto, 250 dólares. Bem na cagada eu diria. E ganhei também, de presente de minha amada madrinha, uma câmera fotográfica analógica, o que me fez gostar muito mais de fotografia. E acima de tudo, ganhei o apoio dela, que é muito importante. [visite /13desetembro]. Meu horrível ano, infelizmente, me afastou de dois mundos aos quais pertenço, e que formaram boa parte de minhas opiniões e muitas outras coisas, que é o do ioiô e dos stickers. Praticamente parei de jogar, e de colar. Coisas que farei certeza absolutamente ano que vem, independente do que acontecer, eu vou fazer mais stickers, mandar pra todas as incontáveis pessoas que me pediram através do Flickr e do Fotolog, e colar, logicamente. Também participarei, mesmo sem chance, dos campeonatos de ioiô. Só pela diversão e pelo prazer. Duas coisas que me fazem bem, muito bem, acima de muitas outras, e me proporcionam ótimas caminhadas, encontros, e conversas inesquecíveis com amigos. Só de lembrar, já dá muita saudade.

Meu ano foi marcado por vários, muitos, inúmeros altos e baixos. Foi marcado por situações que nunca havia vivido, momentos que nunca esquecerei, e outros que farei questão de esquecer. Foi marcado pelos amigos de verdade, com momentos que me fizeram esquecer de todo o resto do mundo por alguns dias, foi marcado por pessoas que me fizeram alegre e triste por repetidos momentos, e uma outra pessoa, em especial essa, é única, e tornou muitos momentos únicos. E acho que isso é o suficiente para elevá-la a uma importância única. Presentes e aquisições também bem legais ocorreram durante o ano. Mudei de apartamento (um maiorzinho), ganhando um quarto maior, e melhor, e uma sacada, pequena e humilde, mas perfeita. E muitos outros benefícios que uma mudança pode trazer para alguém. No final foi bem legal a mudança, eu diria.

Tentei ser o mais organizado possível com esse texto. E, até onde percebo, está bem organizado, eu achei.

E é isso. Esse foi meu 2007 através de um texto inútil e sem muito sentido. Isso não é difícil: acho que o 2007 de infinitas pessoas foi melhor que o meu, e o seu que esta lendo esse texto deve ter sido melhor também. Mas ainda assim, pra não estragar a mensagem: espero que seu 2007 tenha sido muito bom, que seu final de ano esteja sendo bem feliz, e que seu ano comece muito bem.

2008? Fica pra outro texto.

O natal

Provavelmente é porque meu ano não foi, nem de longe, dos melhores. Alias, foi um dos “mais piores” possíveis, pelo menos pra mim. Mas não estou tão animado com o natal como estive nos outros anos. Nem presentes, nem os parentes, nem nada está ao alcance do meu humor para poder levantá-lo. Nem a ceia, nem os franguinhos bonitos e bem dourados, nem meus pais me animando, nem nada, literalmente. Bem triste, eu diria. Decepcionante, broxante, vocês também poderiam dizer. A verdade é uma filha-da-puta mesmo. Tudo conta nessa hora.

Sou uma pessoa da cidade. As buzinas não me enchem, o trânsito não me irrita, a barulheira não me afeta. Ok, mentira. Buzina enche todo mundo, e o trânsito só não me afeta porque eu ainda não dirijo, mas entenderam meu ponto, certo? Ok então, vou reformular meus argumentos. Eu gosto dos prédios, gosto do pouco calor que faz. gosto do metrô, não me importo de pegar ônibus lotado, a poluição [de qualquer tipo: visual, sonora êtêcê…], e assim por diante. Porém: estou na praia. Não me importo com esse fato, mas ainda assim, sou uma pessoa da cidade. Tem pessoas de campo, de praia, de montanha, de pedra, papel e tesoura, e de vários outros tipos. Mas eu sou da cidade, e estar na praia não ajuda muuuito para que meu natal se torne melhor. É legal praia, eu arriscaria dizer. Se eu não fosse da cidade, acho que seria da praia mesmo. Ou de outro país, mas por enquanto vai praia. É confortável, relaxante, tem um ar mais leve e essas coisas que se encontram em praia, tipo… Areia. Irrelevante, eu passo há tantos anos o combo-final-de-ano [natal e reveillon/virada] na praia que já estou imune ao ambiente.

Não sou de passar o natal com a família inteira, também. Família, nessa época do ano, é uma desgraça. Vocês passam o ano inteiro sem se ligar, se encontrar, sem qualquer tipo de contato. Salvo aqueles tios e tias e primos e primas mais chegados, mas ainda assim. Aquele tio que você não vê desde o natal passado [ou retrasado, no meu caso] insistem em fazer uma festinha pra reunir a família inteira. E, mesmo assim, esse ano não foi um ano desses! Ano passado me recusei em ir a essas festinhas, e formamos outra com a outra parte da família, mas esse ano passo o natal isolado de qualquer parente [tirando pai, mãe e irmão, por favor pessoas]. Não que eu sinta falta disso, mas a partir do ano passado, quando toda parte de tios, tias, primos, primas AND priminhas de segundo grau passaram o natal junto conosco aqui… Foi um ano excepcional, eu diria. E, logo depois de um ano excepcional, com muitas pessoas em volta, passarei um ano realmente nada animado, e somente com as “pessoas de casa”. Nem mesmo com minha tia e meu tio que SEMPRE, desde que eu me conheço por gente, passam o natal conosco, passarão. Aí é foda…

Talvez eu esteja botando muita fé no ano que vem, que eu gostaria de terminar meu 2007, pelo menos, de um jeitinho mais… Meu. Com meus amigos, numa mesa, com muita conversa fiada e risadas. Aquelas coisas de happy-hour de empresa, quando vai todo mundo pro bar e fica bebendo, contando da vida e muita alegria. Sempre me imaginei fazendo isso com amigos, apesar de nunca fazer, nem ter feito. Ou nem isso! Poderia até ser eu, meus amigos, em casa, virando o natal jogando um Guitar Hero, com Coca-Cola e Habib’s, ou qualquer comida delivery que resolveríamos ali na hora… China-In-Box, Pizza, Mc Donald’s no caso do meu irmão… Porque, além de eu passar longe de todos, sem internet nem celular (meu celular faz questão de não pegar na praia), depois de um ano todo fodido, eu vou passar fazendo aquela coisa mais-típica-impossível de ceia com família e essas coisas.

Mas, apesar de tudo, eu gosto do natal. A alegria alheia, de algum jeito, acaba, realmente, me contaminando, e é inevitável a resposta com um sorriso temporário, porém sincero, para as outras pessoas que me desejam um bom natal e um ótimo ano novo. Um feliz natal, de coração mesmo, a todos. Fica aqui meu singelo desejo.

"Novos" textos

Teoricamente, eu não deveria ter tantos problemas quanto tenho. Ou acho que tenho… Nunca ninguém virou pra mim e falou diretamente: “Caralho, você é um puta cara fodido com problemas, hein?”. Acho que grande parte, isso se eu não estiver falando de todos, os problemas que tenho [ou, novamente, acho que tenho] são criados apenas pela minha maldita cabeça. Mas ainda assim, sabendo dessa possibilidade, achominha vida uma merda, e as escolhas que tenho na cabeça agora podem ser, se não são [e eu vou parar com essa mania que está em quase todas as frases desde o começo do texto], de vida ou morte. Traduza para “extrema importância”. Tão extrema que toma conta da minha mente integralmente, e eu não gosto disso.

Também acho que está na hora de escrever mais para o blog, porque eu tenho certeza que isso me faz bem, apesar de no final parecer tudo um diarinho escroto. Entenderei caso vocês achem isso. Falar mais, sobre mais coisas, coisas importantes ou não, assuntos diversos, e também dos meus fucking prolemas… Gosto quando alguém se identifica com eles, e me elogiam por isso. -“Porra, gostei do seu texto. Gostei mais ainda por ter me identificado com ele, coisas que poucos consegue,”. Falem isso e me sentirei “o” cara. No bom sentido, é claro. Humildade sempre, entende, trutá?

Piadinhas são coisas que poderiam aparecer com mais frequência no blog. Veja: se falarei da minha [nada-boa] vida aqui, ficará um porre. De verdade. Nos textos não crescerão flores e arco-iris não saltarão por cima do mesmo. Com certeza serão textos mais fechados, tristes e malditos, que não animarão ninguém, nem eu mesmo, apesar de sentir um grande alívio a escrevê-los. Um grito silencioso, eu diria, mas enfim… Piadinhas são legais. As pessoas gostam de piadinhas. Eu gosto de piadinhas. Não as crio/faço bem, mas gosto. Piadinhas… Check!

Clareza! Nada melhor que textos claros e compreensíveis. Podem não ser de boa qualidade, mas que vocês entendam o que estou escrevendo. Com certeza será um up pra mim. E pro blog, talvez. Começarei a explicar mais as coisas, custe o que custar. Não citarei nomes, seria anti-ético [e eu sempre quis usar essa expressão], mas farei o melhor pra explicar. Tenho certeza de que as pessoas mais envolvidas nos meus problemas não ligarão de se identificar nos meus textos. Pelo menos as pessoas que eu sei que não ligarão estarão lendo o texto. As que podem ligar passam bem longe deste endereço… Score! Graças a Deus.

Tudo bem que este texto não está nada dentro dos termos citados no texto. Vide primeiro, parágrafo por exemplo. Mas novos textos virão, o primeiro parágrafo será explicado, e muitos outros assuntos eu pretendo tocar, não só na minha vida… O que deveria ser, porque o blog é meu, e eu faço o que eu quiser com ele, mas esse não é o ponto. Fato é que pelo menos uma pequena introdução eu já fiz para novos textos, e eu não sei exatamente qual é meu ponto com esse texto… Acostumem-se. E eu não sei como terminar… Tá terminado.

Falsas Promessas

Ok, ok… Admito que não cumpri o que falei. Mas juro que não foi por querer, pelo menos, e espero que quem lê isto se contente. Pelo menos agora que eu tenho tempo, vou ter paciência pra cumprir o que falei no post anterior. E assim será, porque além de ter tempo, e QUERO, acima de muita coisa, cumprir a “promessa”. Promessa entre aspas, sim, porque prometer mesmo, nem prometi, e se tivesse que ser pra alguém, seria só pra mim, mas enfim… E volto também sabendo que escrever vai me melhorar, numa porra de um puta ano horrível que tem sido, e esta sendo, e creio que ainda será até o último suspiro do ano.

E se serve pra explicar alguma coisa, os reais motivos eu falarei a seguir… Começando pelo fato de o rapaz que escreve todas as merdas, e que finge que tem alguém que lê tudo isso, é burro pra caralho, e sempre vai mal nas provas de seu último ano do colégio, fica de recuperação em, praticamente, todas as matérias. E sim, praticamente, porque, verdade seja dita, eu só fiquei de 6. Com 8 matérias sendo o total… Mas isso não vem ao caso, apesar de já ter dito. Foda-se. Continuando.

Sem contar também vestibulares. Graaande problema. Não mais, mas eram grandes problemas. Ainda é, na minha cabeça, quando a palavra das faculdades que eu prestei me surgem na cabeça. Ver todos os seus amigos passando na mesma faculdade, e você ficando atrasado, por um ano. O ano que foi sempre um avanço, todos esses anos no colégio, será tomado pelo cursinho. Sempre fui um ano avançado em relação à idade da turma… Adiantado acho que é a palavra, não tenho certeza. Esse ano deve ter ficado reservado pro cursinho, não é possível. Pelo menos isso. O que não me consola nem um pouco, ainda, além de saber que eu sou um vagabundo/burro, e não passei na faculdade, e farei cursinho, é saber que pessoas que eu não gosto-nem-um-pouco vão fazer cursinho no mesmo local que eu. “Sifudê”… O pior é que eu sei que se eu ignorar, a humildade vai faltar pra mim. Que merda de vida…

Também vale contar os problemas alheios aos estudos. Brigar com responsáveis pela minha vida já se tornou uma constante. Obviamente porque, na minha idade, se eu não brigasse com eles, eu não seria eu. É tão normal quanto… Andar… Que seja, falta de criatividade para criar exemplos. Problemas que, de alguma forma, conseguem tomar proporções fora do meu controle. Vale dizer também que eu nunca consigo ter controle de nada na minha vida. Nem do ioiô que quase me cegou, ao bater na minha cara, outro dia. Mas isso é um exemplo incomum. Não tenho controle de nada que pare nas minhas mãos. Assim deve servir… Nem do que pare na minha mente, se é que alguma coisa pare no meio do porrilhão das coisas ruins que penso todo dia. E problemas esses que eu especificaria, se fossem tão simples assim.

Problemas, problemas… Vão e voltam com uma freqüência. Problema com a família, com os amigos, com as pessoas que gostamos, com pessoas que aparecem nas nossas vidas, com arrependimento…

Mas pelo menos tudo isso serve de assunto para outros textos, o que, alias, já vou preparar outro agora mesmo. Pelo menos isso não me deixa pensar merda, e consigo me focalizar em uma coisa só… Ou não.

Pelo menos mostrem um pingo de atenção na pseudo-volta ao blog, e comentem. E um chupa pra quem pensou que seria um blog de alguém frustrado com a vida e que teria um fim como a maioria dos outros blogs. Até a parte do fim, é tudo verdade… Droga.


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