2007

Há! Que post/texto mais comum pra essa época do ano. Resolvi até trocar o nome original de “Retrospectiva 2007” para o atual pra não pegar aqueles processos da Globo de ter copiado o nome das retrospectivas [muito] inteligentes (e isso foi irônico) deles e de todas as outras emissoras. Tudo bem que isso só mostra ainda mais minha falta de criatividade imensa, e que não ajuda muito no final das contas, mas foda-se. Que desgraça… Essa época do ano é tão igual, tão sempre igual. Parece que ninguém nunca percebe que as TVs saturam seus jornais televisivos com especiais de Natal e ano novo, Robertão sempre cantando na Globo, propagandas sempre óbvias, Papais-Noéis enchendo tudo quanto é vista pra se encher. Deus, isso nunca vai parar. Chatão.

As principais avenidas das principais cidades dos principais países nos principais continentes SEMPRE enfeitadas até o topo da antena mais alta com luzinhas de natal, aquele velho gordo barbudo de todas as maneiras possíveis, até rebolando a bunda na boquinha da garrafa em cima da chaminé, e todos os velhos gordos barbudos de verdade, que só saem nessa época do ano, nas avenidas, embaixo, faturando aquela graninha que só… Velhos gordos barbudos faturam nessa época do ano, realmente. Sempre muitos pedidos de fé, amor, paz, felicidade e mais um porrilhão de coisas boas desejadas para o mundo inteiro, mesmo que esse nunca se realize, e que a realidade só faz o favor de frisar mais e mais em nossas cabeças que já estamos mal, e que, potencialmente, só temos a piorar daqui pra frente.

Mas enfim: tudo o que escrevi já é bem conhecido de todos, e provavelmente será até morrermos. Convenhamos: se não mudou em, no meu caso, 17 anos, não mudará agora. Só um milagre… Torcemos para um milagre ano que vem, então. O que vim fazer aqui é uma retrospectiva MINHA, sobre o MEU ano. Tudo bem que todos que leram, no mínimo, ao entrar aqui nesse blog, UM texto miserável, sabe que meu ano não rendeu bulhufas (e é a única vez que usarei essa expressão aqui). Acho que só faltou escrever no pseudo-banner do blog, ali em cima, que meu ano foi uma merda das mais… Cagadas? Expressão estranha. Vocês entenderam…

Só que o ano foi bom, até. Bom pra indústria de games, por exemplo. Até a indústria gamer nacional sofreu uma bela melhorada esse ano. Xbox 360 lançados oficialmente aqui, com todo o suporte técnico e jogos em português, traduzidos. Jogos mais baratos também, por serem fabricados aqui. E isso levou com que as outras duas principais empresas se mobilizassem e, no mínimo, anunciassem futuros programas para a mesma coisa. 360’s, Play’s 3, Wii’s e DS’s vendendo muito. Aquela caída no PSP. Bons jogos lançados aos montes, até, eu diria. Eu ganhei a guitarra do Guitar Hero, comprei meu DS, e foi isso que aconteceu no MEU ano gamer. E aqui eu paro porque quem quiser ler de games, compra uma revista… Ou volta mais tarde no blog que eu vou falar mais depois e em mais vários textos sobre parte tão importante pra mim. Aguardem.

Para a música foi um ano… Normal. Não sei realmente se foi assim, porque acompanho de longe, e não sei quais tipos/estilos de música você que está lendo esse texto gosta, mas pelo menos para o meu gosto (e caso queira saber meu gosto clique nos dois buttons do meu Last.fm aqui do lado) foi até que bom, normal. Não sei, de verdade. As bandas que eu conheci esse ano superam as de qualquer outro ano, e o jeito que me liguei com a música esse ano nem se compara a qualquer vivido por mim. Vou falar disso em um outro texto, alias, certeza. Os shows que eu fui esse ano foram bem legais. Less Than Jake, com abertura de Sapo Banjo, Dead Fish e Buzzcocks foi realmente foda, tudo o que ocorreu no show (meu grande amigo, fã da banda, teve a chance de subir no palco, roubou palheta e assistiu tudo ali de cima), o show do Dead Fish foi muito bom, poderia ter sido muito melhor, Sapo Banjo e Buzzcocks mal conhecia, prefiro não opinar. As camisetas e brindes comprados, o poster autografado “cagadamente” ganhado também foram fodas, e nem comento assistir o show da grade. TIM Festival poderia ter sido infinitamente melhor, também, diga-se de passagem. Mas valeu só por ver minha música preferida do Arctic Monkeys ao vivo, lá vendo os caras. Tocante, de verdade. Não comento dos outros shows, nem do que aconteceu lá, porque a história é muito comprida, e o parágrafo já tá grande demais… Um dia conto isso.

Só vou falar porque, se planejei um tópico assim, era pra falar mesmo. E como eu planejei falar sobre tudo, ele vai ser grande mesmo [grande ênfase no “mesmo”]. Meu ano escolar só não foi um [puta-merda-de-um-]desastre completo por ser o último ano do colegial, fim de uma fase da vida e essas coisas, e daqui pra frente pode acontecer de tudo. Escola, alias, é um assunto que odeio tocar porque é onde menos tenho moral. Nunca fui bem na escola desde que me conheço por… Um aluno de uma escola. Notas baixas sempre, recuperações aos montes. Sorte que sempre andei com pessoas que vão piores que eu, então isso me animava. Irônico e estúpido de minha parte, mas é verdade. E eu estou rindo de mim mesmo. Deplorável. Nesse aspecto, esse ano começou como todos os outros, e terminou como os mesmos. “Esse ano vai, agora vai! Esse ano vou me dedicar aos estudos, principalmente porque no final do ano quero entrar direto em uma faculdade, sem cursinho, blá-blá-blá…”. Me vi falando “Esquece tudo o que te falei no primeiro dia de aula, Fabio…” quando percebi que aquela menina nova do primeiro me dava bola (meu Deus, que expressão velha), e que depois de toda uma história, ela só me fudeu mais ainda, e levou minha baixo-estima lá pro alto. E daí pra frente meu ano só ficou mais parecido com os outros, quando fiquei de recuperações e mais recuperações, fazendo provas cada vez piores, e fazendo de tudo, sem sucesso, pra melhorar. Ok… Não de tudo. Já é provada, pelo menos pra mim, aquela expressão “Quem quer, consegue”. Verdade seja dita, se eu me entreguei, é porque nunca quis. Não melhorando, e só piorando. Nem pra estagnar em uma situação ruim. Foi de ruim ao pior cada vez mais rápido. Do pior ao… Não sei o fim dessa. E tudo acabou como acabou. Passando nas últimas recuperações, não passando nos vestibulares, me conformando com o cursinho ano que vem e só essas coisas não agradáveis. Isso só contribuiu pro meu ano não ser, nem no mínimo, aceitavelmente bom. E, como extremo, foi absurdamente horrível.

Com meus pais esse ano foi um ano difícil, eu achei. Brigamos por muitos motivos, estúpidos ou não, mostramos coisas que normalmente não mostraríamos, e acho que isso é o suficiente pra ter me impressionado. Eles também fizeram a surpresa mais emocionante, chocante e sem palavras que eu já tive na minha vida, com meu presente surpresa de aniversário. Foi foda. As brigas sobre meu sonhado alargador ainda não acabaram e, nesse final de ano, todas as brigas foram dissipadas, e fico muito feliz com isso, pois chegamos a um perfeito senso. Pai e mãe: cada dia mais é provado quanto eu amo vocês mais que eu mesmo poderia amar alguém. E com meu irmão… Nhé. Foi tudo normal. Amo-te, Luquinhas. NEXT!

Nesse ano, pelo menos, descobri que os poucos que considero amigos de verdade, se provaram amigos de verdade, e os que eu fiz o erro de depositar precocemente um pequeno respeito antes de considerá-los amigos de verdade, que também seria outro erro, me fizeram o favor de cagar rápido, e sair logo da minha vida, antes que tivesse frustrações maiores com eles. Pelo menos com erros assim eu aprendo, e aprendi e provei, de verdade, que só o tempo pode provar amizades de verdade. Não precisa nem ser muito esse intervalo de tempo se os atos mostrados são de grande impacto, principalmente para pessoas como eu, que se apegam a detalhes e podem até dar importância a poucas e pequenas coisas. Porém as significativas façanhas tomam sozinhas e impõem tamanho respeito, e importância, que é impossível contestar que sejam mentiras, ou farsas. Os amigos provaram o que é ser amigo de verdade, e os conhecidos só deram mais motivos para não serem confiáveis, concluindo.

Como eu agradeceria se meus problemas amorosos, por assim dizer, se resolvessem com tamanha “rapideza” como os problemas acima foram resolvidos. Sério: foi um problema atrás do outro desde o começo do ano, não tive descanso. Tomei nos dentes desde o primeiro dia do ano, e vou tomar até o último (escrevam, em outro lugar, o que escrevo aqui). E como eu prezo minha felicidade antes de qualquer outra coisa (note e adote: isso é uma mentira), eu [e]levo esses meus problemas pessoais acima de qualquer outro problema que pode surgir, e isso cria dimensões imagináveis só em filmes de ficção, e isso se os tamanhos adotados por esses gênios nerds não chegarem nem aos pés do que meus problemas atingem diante de mim. E ainda que esses problemas são aqueles que não dependem só de mim para resolvê-los. Começando do começo: o primeiro problema de ano. Não entendo até hoje o que passa na cabeça daquela coitada lá, puta merda. Nos beijamos, tentei me certificar que eu não estava entrando em merdas, e ainda assim, no dia seguinte, ela “termina”, por mensagem de celular. Patético… Deve ser uma pegadinha. Mas ok… Superado tudo na metade do ano. As férias de julho foram um ótimo mês pra descansar. E tudo o que acontece depois, aqui, eu vou contar em resumo, porque tudo o que aconteceu e muitas coisas que eu pensei renderão bons textos. E basicamente: eu estou preso num problema envolvendo duas pessoas que eu gosto MUITO, e eu até sei sair dele, mas, por algum motivo, eu não sei o que eu faço, e eu nem sei me explicar direito, porque só de pensar eu já me sinto sufocado e desesperado pensando… E é horrível! As vezes chego a chorar de desespero só de pensar nisso e… MERDA! Merda, merda, merda… Deixa eu pular para o próximo parágrafo, pelo amor de Deus. Vocês entenderão se continuarem a ler esse blog, eu juro.

E sobre coisas diversas… Bem. Aconteceram muitas pequenas coisas que me trouxeram aquelas pequenas doses de felicidade. Pequenas que as vezes podem vir a ser maiores e essas coisas, mas sempre, ou pelo menos parcialmente, temporário. Eu ganhei meu próprio computador esse ano. Este que me impulsionou, e muito, a criar um blog, onde eu poderia guardar meus textos e seguro de outros invasores, e que me permitiu escrever textos em diversos lugares (como aqui na praia, por exemplo, sem internet, quando não tinha nada pra fazer. Esta rendendo, até o exato momento, 3 textos. Acreditem, peguei o computador em um ótimo dia inspirado, de natal, 25. Coisa que não me via fazendo há… Meses, indeterminados. Continuando), e me ajudou a passar o tempo diversas vezes. Isso foi muito bom. Reforcei meu hobby de fotógrafo ganhando, por uma única foto, 250 dólares. Bem na cagada eu diria. E ganhei também, de presente de minha amada madrinha, uma câmera fotográfica analógica, o que me fez gostar muito mais de fotografia. E acima de tudo, ganhei o apoio dela, que é muito importante. [visite /13desetembro]. Meu horrível ano, infelizmente, me afastou de dois mundos aos quais pertenço, e que formaram boa parte de minhas opiniões e muitas outras coisas, que é o do ioiô e dos stickers. Praticamente parei de jogar, e de colar. Coisas que farei certeza absolutamente ano que vem, independente do que acontecer, eu vou fazer mais stickers, mandar pra todas as incontáveis pessoas que me pediram através do Flickr e do Fotolog, e colar, logicamente. Também participarei, mesmo sem chance, dos campeonatos de ioiô. Só pela diversão e pelo prazer. Duas coisas que me fazem bem, muito bem, acima de muitas outras, e me proporcionam ótimas caminhadas, encontros, e conversas inesquecíveis com amigos. Só de lembrar, já dá muita saudade.

Meu ano foi marcado por vários, muitos, inúmeros altos e baixos. Foi marcado por situações que nunca havia vivido, momentos que nunca esquecerei, e outros que farei questão de esquecer. Foi marcado pelos amigos de verdade, com momentos que me fizeram esquecer de todo o resto do mundo por alguns dias, foi marcado por pessoas que me fizeram alegre e triste por repetidos momentos, e uma outra pessoa, em especial essa, é única, e tornou muitos momentos únicos. E acho que isso é o suficiente para elevá-la a uma importância única. Presentes e aquisições também bem legais ocorreram durante o ano. Mudei de apartamento (um maiorzinho), ganhando um quarto maior, e melhor, e uma sacada, pequena e humilde, mas perfeita. E muitos outros benefícios que uma mudança pode trazer para alguém. No final foi bem legal a mudança, eu diria.

Tentei ser o mais organizado possível com esse texto. E, até onde percebo, está bem organizado, eu achei.

E é isso. Esse foi meu 2007 através de um texto inútil e sem muito sentido. Isso não é difícil: acho que o 2007 de infinitas pessoas foi melhor que o meu, e o seu que esta lendo esse texto deve ter sido melhor também. Mas ainda assim, pra não estragar a mensagem: espero que seu 2007 tenha sido muito bom, que seu final de ano esteja sendo bem feliz, e que seu ano comece muito bem.

2008? Fica pra outro texto.

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