Arquivo para janeiro \05\UTC 2008

Madrugada fria

Já eram 5 horas da manhã quando começara a finalizar todas as ações no computador, ligeiramente e bem mal arrumar a mesa do computador, como se fosse enganar alguém, levava copos e pratinhos para a cozinha, e arrumava minha cama para começar a dormir. Quando posso, costumo ir dormir a esta hora, hora que meu pai acorda para trabalhar, pois como sei que ele não gosta de me ver acordado a noite inteira, prefiro fazer isto mesmo. Ultimamente tenho dormido de fone de ouvido e MP3 embaixo do travesseiro. Isso ajuda a relaxar e pegar no sono mais fácil do que costumo, principalmente quando não estou com vontade de dormir.

Verão, dias e noites passamos com um calor insuportável. Eu, então, que não consigo dormir fora de um endredon de malha, que, pra quem não sabe, é quente PRA CARALHO, estou sofrendo demais para cair em sonhos. Neste dia específico, parecia que eu não queria dormir de jeito nenhum, além do fato de ter deitado absolutamente sem sono algum. Me cobria, o calor me forçava a tirar a cobertura, que mais tarde insistia em puxar, e ficava nessa inacabada briga. Não achava nenhuma música que me fizesse relaxar, também pelo fato de não querer dormir. Virava e revirava a cama, não achando nenhuma posição que me confortava. Levanto, lentamente, e com os olhos já acostumados com o escuro, vou à cozinha. Tomo um copo d’água, e volto pra quarto enfrentar, novamente, a mesma luta para dormir.

Após alguns minutos incessantes de luta, olho para o relógio do MP3. Pelo horário, deduzia que os primeiros raios de sol já estavam a clarear a cidade, e resolveria que era, de fato, e sem brigas, hora de dormir. Resolvo abrir novamente a rara exceção de dormir sem a música, e apenas começar a pensar em coisas aleatórias, não dando muita importância para o que poderia vir em minha cabeça. Puxo a coberta até a metade do corpo, onde agradaria gregos e troianos, no caso, meu costume de dormir coberto, e o maldito calor infernal que alastra o país. Isso só reforçava ainda mais quanto eu gosto de frio, e minha vontade de me mudar para um país em continentes ao norte do globo para não sofrer com esse sol.

Começo a pensar nas férias, o que faria no dia seguinte, como faria. Voltava a pensar em um problema e como eu insisto em não seguir o que acho que é certo. Mas tentava não ouvir a multidão de pássaros que piavam ao fundo, em todas as inúmeras as árvores que rodeam meu atual apartamento.

Levanto mais uma vez. Puto, agora. Um passo à direita e abro a porta da sacada. Novamente, com grandes córneas abertas, acostumadas com o escuro. Reajo instantaneamente à claridade, e adentro a sacada, olhando ao céu, já claro, e ouvindo os pássaros novamente. “Se no outro apartamento tínhamos problemas com cachorros da rua e dos apartamentos, nesse teremos com pássaros?! Eu quero dormir, porra! Vou tacar um pé de tênis nas árvores pra ver se espanto esses filadaputa que não me deixam dormir. Humpf…“.

Mas o que estava realmente em evidência nessa hora não eram os pássaros, não era o céu claro anunciando um novo dia, e não era eu com aquela cara costumeira cara horrível, mas ainda mais horrível por estar achatada e pequena de um sono que começava a aparecer, e típica de quem sai para o claro depois de uma noite escura e longa. Era, sim, uma brisa muito boa, e fria, de um décimo quinto andar. Eram minhas pernas suadas e meus braços molhados refrescando-se ao passar desse vento que acabava de melhorar minhas frustradas tentativas de dormir. Achei um absurdo como uma breve brisa pode melhorar a respiração e uma noite de sono. Aquilo me recuperou para um sono.

Voltei para a cama, me cobri inteiro, não senti calor nenhum, sonhava com coisas que me agradavam. E ainda não acreditava como aquilo tinha me feito bem.

E tudo isso para 3 horas de sono, sendo que acordei 9 horas para enfrentar uma maldita viagem.

Ligações

A pessoa que coincidentemente vive na mesma casa que eu, ocupa o quarto ao lado do dito, atende pelo nome de Lucas a.k.a. Oswaldo, e também conhecid como meu irmão, é extremamente chato. Chato não é a palavra certa… Ele é extremamente pertinente. Lógico que eu amo ele, considero-o um ídolo, e é uma pessoa que me espelho em diversos ângulos (não só de corpo e jeito, que já chegaram a nos confundir com gêmeos [são 4 anos de diferença]) e assuntos. Mas ninguém é perfeito. E ele é muito chato. São vários assuntos, vários detalhes, várias coisinhas extremamente inúteis que ele prefere ENCHER O SACO alheio do que deixar apenas passar, já que a importância de grande parte das coisas que ele se importa é mínima.

Tudo pra ele tem que ter uma conexão, uma ligação. Acho que é bem provado pra todos que tudo tem, de fato, uma ligação, e que tudo isso tem explicação. Mas, na minha mente, esse é um assunto que entra perfeitamente na estúpida frase “É igual, mas é diferente”. Porra, se é igual, não é diferente, e vice-versa. Essa frase se encaixa, pelo menos, em uma ocorrência na vida de um ser humano, então presumo eu que você leitor tenha entendido o que quis dizer. Por mais que tudo tenha ligação, uma coisa não pode ter surgido apenas de pensamentos simples, “do nada”. E isso entrou em uma chatíssima e irritante discussão com a pessoa acima citada. E eu estar na cama, quase dormindo/com sono, e QUERENDO dormir só tornou isso mais desagradável ainda.

Tudo começa quando mostro o nome de uma banda de conhecidos meus para ele. Esse a qual o nome eu acho muito legal e bonito, então mostrei apenas por bobeira. Subconscientemente falando: “Olha o nome dessa banda. Acho mó legal.”. E eu contei que seria isso mesmo. Mostrado o nome, ele faria um comentário provavelmente inútil, eu não ligaria, viraria de lado de começaria uma longa manhã de sono [tudo acontece às 4:30 da manhã].

NOTA: Não querendo puxar o saco do rapaz, mas vale ressaltar, nesse exato momento, e eu deveria ter falado isso antes, que ele é extremamente inteligente e extremamente culto. As pessoas diriam que só por ele ser inteligente e culto ele se tornaria chato, mas ele é chato por outros motivos. Ele é ainda mais inteligente e culto nos assuntos que ele gosta, e, no assunto específico da discussão, que por acaso é SÓ o assunto que o fez exercer o talento de nascença de desenhista de quadrinhos, é quadrinhos. E ele ser inteligente and culto só faz eu ter mais admiração por ele, porque não consigo enxergar como alguém consegue conter tamanha informação no cérebro, mas isso um dia eu entendo melhor… Mas eu fui muito burro em querer discutir com ele em um assunto que o mesmo é especialista. Sifudê…

O nome em questão era Vallentina. Quando mostro, ele lê, olha pra mim, e fala: “Ah, é por causa da personagem?”. [Sabem… Eu odeio pensar que pra tudo tem uma explicação. Mesmo que realmente tenha… Mas não gosto de pensar assim.] Até o dado momento, a história que haviam me apresentado, história apresentada por um dos front-men da banda, era que o nome era legal, eles tinham ficado na dúvida entre este e outro nome, mas acabaram em optar por este. Mas para o energumeno que não aceita essa explicação, tinha porque tinha que ser por causa de uma personagem de um quadrinho italiano muito famoso. Mas DEUS! Pode ser o mais famoso possível, se o cara não se interessa com quadrinhos, ele vai perguntar pra mim até o que Kryptonita! Porque meu irmão não aceitou que o nome havia sido escolhido random ainda não me entra na cabeça, até agora!

As vezes até um dos caras da banda goste de quadrinhos e realmente seja isso, mas creio eu que a história que me apresentariam seria outra, o que daria até uma história mais legal pra qualquer um que fizesse a estúpida pergunta que eu fiz, e no final o rapaz poderia apenas estar sem saco para me contar o que realmente seria… Mas não acredito que seja isso, e acredito fielmente que o nome foi escolhido [e muito bem escolhido, alias] randomicamente através de bom gosto de todos da banda. Ou de alguns. Mas qual o problema se o nome foi escolhido sem nenhuma ligação com o quadrinho? Qual o problema de os caras apenas terem gostado e adotado para batizar a banda? “Nenhum… Eles só caíram um pouco no meu conceito, só isso.”. VAI SE FUDER, CARALHO!

Algumas coisas são, foram, e só serão explicadas através de suas ligações antepassadas, e somente por causa dessas ligações entenderemos a natureza de algum elemento em questão, mas em muitas, diversas outras coisas, não é necessário tal explicação! Eu não posso ir na sorveteria porque eu queria sair de casa. Algo me induziu subconscientemente à ir na sorveteria, porque no fundinho eu tava com um pouquinho de fome, mas não muita fome, e um pouquinho de sede, mas não muita sede, e resolvi ir na sorveteria porque o que eu queria mesmo era alguma coisa que saciasse as duas pequenas-ridículas subconscientes vontades que eu tinha. Eu queria mesmo era só sair de casa, e tava pouco me fodendo. Mas não! Foi por causa da vontade que EU NEM FAZIA IDÉIA mesmo… Ridícula essa ligação das coisas.

Tudo acontece por um motivo, mas porque algumas coisas não podem acontecer por motivo nenhum?! Eu não entendo isso. Claro que isso vai de como as pessoas enxergam o mundo, como elas gostam de enxergar e essas coisas. Pura educação pessoal, tanto que varia de pessoa para pessoa, isso é indiscutível. Nada contra quem pensa assim, pois convivo com um retardado desse jeito, e até já me acostumei.

Isso vai levar alguém à loucura um dia, escrevam o que estou escrevendo.

Sobre a blogosfera

Já me canso de ler que a blogosfera deste país ainda não passa para um outro nível, por ter mais blogs como “diários pessoais, mas na internet”, do que blogs de informação por si só. Não que eu ache isso ruim, pois os blogs que eu conheço de notícias, não só os que tratam de assuntos específicos (de games, notícias nerds, música, etc), como os de notícia em geral, mundial, como um jornal, são blogs muito bons, e faço questão de me manter atualizado lendo-os todos os dias. Ou nos dias que tem textos novos, por assim dizer. Mas quero deixar umas coisas bem mais claras sobre a minha opinião tendo em vista tudo o que eu leio nos outros blogs, e no que eu vejo a partir das pesquisas.

Não tenho como esconder que esta página se trata, praticamente, de um diário. Eu falo “praticamente”, porque não gosto de considerá-lo por inteiro um diário. Mas não tem como esconder: querendo ou não isso é um diário. E é mais querendo, porque escrever é uma coisa que me faz bem. Mas todos têm de enxergar que não é por ser um “diário” que um blog é ruim. Todas as pessoas, quando vêem que um blog tá mais pra um diário do que pra algum circo de notícias, tem a tendência de considerá-lo, automaticamente, ruim ou de baixa qualidade. Não que este blog seja bom. Alias, considero-o “de neutro para ruim”, em uma escala de qualidade feita por mim. Claro que outra pessoa pode ter outra visão sobre isso. Não só pode como potencialmente deve.

Os blogs que eu leio, alguns até podem ser considerados uma espécie de diário. Então, pelo bom senso, ser considerado no mesmo patamar que esse. Mesmo patamar de estilos, estou dizendo. Mas mesmo assim, neles, eu vejo um preconceito muito grande com o mesmo estilo de blogs. Do jeito que eles falam, dá [muito] a entender que blogs assim são automaticamente ruins. E mais: dá a entender que todo blog novo é ruim. Não que seja assim. As vezes eu, por ler de outro jeito além do que eles estão realmente falando, posso tirar conclusões erradas, mas é muito ruim ler e acabar a tirar conclusões como essa. Pensar que eu estou fazendo um blog quase que “à toa”, sendo que ele nunca alcançará um nível muito bom não é agradável de se ler. Claro que vou batalhar para que esta página fique melhor e mais famosa, vou melhorando a qualidade dos textos e vou conseguindo outros meios de divulgação para a página, mas saber que um sucesso é coisa para poucos, e que os poucos discriminam gente nova… Vai se fuder, sinceramente.

Porque os grandes responsáveis pela blogosfera tupiniquim não incentivam iniciativas melhores para os blogs pequenos? Porque os grandes não encorajam e dão força, apoio e mais confiança para os blogs pequenos, ao invés de desencorajá-los e discriminá-los? Ou, se não, porque apenas dêem mais espaços para que eles mostrem para o que vieram, e deixem os leitores julgarem? Difícil de entender isso. Os caras querem que melhorem, mas não fazem nada para melhorar. Muito típico de brasileiro, eu diria. Patético.

Posso estar generalizando demais nesse texto. Mas estou falando só o que tirei POR CONCLUSÃO PRÓPRIA. Isso não necessariamente é verdade! Quero deixar isso bem claro nessa altura do texto para que, se isso for realmente lido por pessoas que se sintam ofendidas, já seja esclarecida agora. Posso estar usando palavras mais fortes do que são realmente necessárias, também! Posso estar usando palavras que tornem esse texto mais ofensivo do que pode ser no final. Tendo em mente também que isso não é um grito de “revolta” nem nada disso. É apenas uma coisa que eu gostaria que se refletisse.

Isso NÃO É um pedido, mas o espaço para divulgação de coisas novas é muito limitado. Limitado, ainda, sendo muito humilde. Limitado para não dizer quase-nenhum-para-nenhum. Tudo bem que eu não corri muito atrás de divulgar essa página, coisa que pretendo fazer mais esse ano, mas sempre que eu tive uma idéiazinha sequer de como eu poderia fazer essa página ter um pouco mais de destaque, minha já-pequena esperança era dissipada rapidamente. Claro que uma divulgação apenas é afetiva quando o blog tem potencial, nem que seja pequeno. Mas nunca saberemos se o mesmo tem potencial se não darmos espaço ao coitado. Acho que deu pra entender. Como uma troca: você dá espaço, se não der retorno, você tira o espaço dado. Não dói, vai… Comparável à trajetória de bandas desconhecidas: ninguém conhece, eles correm atrás, alguém gentilmente abre um espaço, vê se tem potencial, se tiver vira alguma coisa, se não, não. Simples.

E uma forma muito, MUITO, MUITO simples de ajudar um blog, isso se não for a mais simples de todas as maneiras de deixar um escritor de blog feliz, e dar esperanças, nem que sejam falsas, pra a pessoa, é comentando nos textos. Isso também NÃO É UM PEDIDO de comentários no meus textos. Eu sei que tenho poucas visitas aqui, alguns amigos comentam, mas não estou pedindo comentários. Comenta quem quer. Mas é a mais simples e umas das mais eficazes maneiras de poder melhorar um blog, sem contar a alegria que você dá ao escritor quando ele recebe aquele e-mail de “[Nome do Blog] Você receber um comentário no texto [Nome do Texto]”. Tem gente que comenta xingando, mas recomendo que sejam comentários construtivos, claro! Nem é necessário se identificar! Você, rapaz que está lendo isso, pode até comentar com um nome falso, mas desde que seja um comentário, até pequeno, mas encorajador, ou com boas opiniões, já vai ser uma grande diferença para o dono do blog. É como dar um sorriso pra alguém: pode não ser nada pra você, mas pro outro pode transformar seu dia! Pequenas coisas que fazem grandes diferenças, tenham isso em mente.

Vale falar sobre uma parte de minha opinião que também acha que vários blogs que se dizem de informação, não passam dos mesmos “diários pessoais”, os quais os mesmos criticam de forma negativa, e, se não criticam, ironizam ao falar. Não que isso tire sua qualidade. De forma alguma. Mas isso entra em contradição com o bom-senso, aos meus olhos. Se alguém chegar a ler isso, como falei, não quero que me pergunte quais blogs eu tive em mente ao escrever isso. Além de ser uma pergunta que eu acharia extremamente difícil de responder, acho que isso não se mostra em blogs inteiros, e sim em pequenas objeções em textos aqui e acolá postados.

É isso que eu penso. Eu fico muito puto e um pouco decepcionado quando eu leio sobre “a atual situação do blogosfera brasileira e porque ela não vai pra frente”, e ainda mais no “tom” que os mesmos escrevem tais textos: com palavras mal-escolhidas e frases bem maldosas, por assim dizer. Porra, minha gente: isso só mostra o quão imaturos alguns são, na minha sincera opinião. Por favor.

Espero que tudo isso sirva pra alguma coisa, e não só um texto em um “diarinho”. O que me deixa muito “frustrado” só de pensar, mas há uma chance muito grande que seja apenas isso mesmo. Shame.

Nomeando

Está aí uma coisa que poucas pessoas pensam, até chegar no momento crucial de ter que fazê-lo. Nomear coisas, seres, entre qualquer outra coisa é uma árdua tarefa. Juro que não pensei que fosse tão foda até começarmos (no plural, minha família) a considerar um novo membro de outra raça na família. Se eu já nos encontramos em diversos dilemas de nomes e opiniões de nomes diferentes, imagina quando eu for escolher o nome do meu filho? Eu estou é bem fodido. E você também, caso tenha um filho. Mas, de verdade, eu quero que meu filho se chame André… Mas isso não vem ao caso agora. Um dia eu comento mais.

Também, no meio dessas discussões, onde foi comentado do cachorro chamar Getúlio Vargas, Pipo e Pé-de-Pano, e nenhum nome foi decidido, me surge um comentário, vindo da minha mãe, sobre o mesmo assunto desse texto: “Escolher nome é muito complicado… Porque é uma coisa pra vida inteira, então tem que escolher… Hmmm… ‘Certo’, por assim dizer”, e é verdade! Lógico que se sua mãe te escolheu um nome escroto, nada te impede de, na maioridade, ir lá, e mudar seu nome, mas convenhamos que não é um processo dos mais normais. Então o bixo pega mesmo pra quando você for escolher o nome de seu animal de estimação [odeio essa expressão]. Eu me encontro num puta dilema pra achar um nome legal para uma banda!

Porém, ainda assim, batizar uma banda é bem diferente de batizar um animalzinho. Uma banda, qualquer coisa, futuramente, você poderá mudar o nome dela, e esse tipo de coisa. Você pode chegar em uma pequena apresentação com a banda, mas ainda não tinham um nome e você resolveu inventar um na hora lá: “Boa noite pessoal. Somos os ‘Ursinhos Carinhosos’ e viemos botar pra fuder nessa porra. Um hardcore puro e verdadeiro, garanto que vai rolar um bom bate cabeça por ae… Vamo agitáe!”. É LÓGICO que depois dessa você vai mudar o maldito nome horrível que você deu pra sua banda, principalmente pra não pedirem pra você tocar “Y.M.C.A.” nos shows, quando lotarem tua agenda com apresentações em bares homossexuais. Não tem com que confundir outra coisa com esse nome, eu acho. Então trocar o nome é totalmente normal, eu diria.

Quando fui nomear esta página também me encontrei em dilemas muito grandes e fiquei pensando por dias e dias em um nome. A ainda assim, acho que escolhi um puta nome sem sentido para ele. Ainda penso em renomeá-lo, mas Não tenho certeza. A preguiça fala bem mais alto nessa hora. Nomear outras páginas também: se eu não ponho abreviações do meu nome, ou um único nick que eu uso há não-sei-quantos anos, é uma luta. De todas as páginas que nomeei, entre Flickr, Fotolog, MySpace e outros, o nome que eu mais me orgulho, o nome que esforcei e tirei o máxima da minha lástima de criatividade, foi o nome do meu segundo fotolog, que leva minha data de nascimento: 13 de Setembro. Só com isso já é perceptível a minha total falta de criatividade…

Mas um animal, a história muda totalmente de cenário. Um amigo seu vai na sua casa um dia, ele brinca o dia inteiro com teu cachorro, e no outro dia, volta lá, vê você chamando teu cachorro de outro nome: “Uai… Mas o nome dele não era [insira nome random]?!” – “Ah… Sabe como é: aquele nome não soava muito bem, estava até meio que me incomodando. Então resolvi trocar o nome do coitado… O nome que está agora é bem melhor… VANDERCLEYSSÓN! *fiu-uí*” [nota: nada contra o nome citado, por favor minha gente]. É como batizar um filho, mas tirando o direito dele opinar em qualquer coisa que for feita com ele (o que, pensando, é exatamente o que se faz quando se pega um animal de estimação para criar).

Isso foi apenas um momento de reflexão que tive aqui. Não tinha percebido quão crucial pode ser a escolha de um nome para um novo filho/membro da família. Quando o nome for escolhido, se eu lembrar, comento por aqui.

Choose wisely, young man…

Vida alheia

Ao andar de ônibus muitos pensamentos surgem na minha cabeça. As vezes me pego pensando nos meus problemas, penso no que eu vou fazer ao chegar no meu destino, cantando e pensando. Enfim: uma vasta gama de pensamentos, fictícios ou não. E um deles, agora, vou relatar aqui. Outros, com certeza, virarão outros textos, mas este em particular achei muito interessante, além de ser uma coisa que, acho eu, poucas pessoas realmente se dão conta de ser verdade, e passam reto por este pensamento. Talvez depois de ler isso alguém mude de pensamento e comece a perceber como estou percebendo, e pode passar até a ser um passatempo, eu diria, como foi meu caso.

Você já parou pra pensar o que a pessoa do seu lado está pensando? O que aquele cara encostado no carro na frente daquela loja de ferramentas esta sentindo? Você, ao entrar em um transporte público, cumprimenta as pessoas? No ônibus, por exemplo, o motorista ou o cobrador…? Saiba que tens o poder de mudar o dia dos mesmos apenas com um simples gesto desse. Mesmo que você não tenha a mesma resposta, mesmo que tenha uma resposta pior ou qualquer que seja… Mas nem é esse o ponto do texto, e sim, quantas vidas passam despercebidas aos nossos pensamentos, nossos caminhos. Foda-se o pensamento de pensar no próximo, pense por curiosidade mesmo. Todos sabemos que “se preocupar com o próximo” é uma grande utopia.

Julgue-as pelo rosto, pelas ações, pelo batimento cardíaco refletido em sua respiração, e tente adivinhar como elas estão. Resolva perguntar o horário para achar um tom de voz que te ajude na dedução. Apenas deixe que isso fique na sua cabeça. Veja se elas se assustam ao tocar de um telefone, se jogam seus lixos no lixo ou se fingem que deixam escapar “acidentalmente” para que largue-os no chão. Se também cumprimentam o motorista e/ou o cobrador, ou se deixam-os passar despercebidos, como você mesmo vez ao adentrar o veículo, e se deixam passar em vão todas as vidas dentro do mesmo ônibus que ela, e todas as que passam em seu olhar do outro lado da janela. Um dia arrisque a perguntar, depois de um veredito, como ela esta sentindo pra ver se, no final, suas hipóteses tiveram bons fins. Essa última parte ainda me falta…

É sério. Chamem de paranóia, chamem de imbecilidade, chamem do que quiser, pra falar a verdade, mas é um absurdo, enlouquecedor, ver quantas vidas, quantas histórias, quantas personalidades, e todas essas desconhecidas, podem passar ao nosso lado na rua, no ônibus, no metrô. Imagina se você parasse um dia da sua vida pra puxar uma conversa inocente com uma dessas pessoas, quantas coisas você poderia (ou não, sempre vale ressaltar essa chance também) aprender através delas. Imagina se você parasse um escalador no metrô. Ele esta vestido normal, como uma pessoa comum… Você nunca iria deduzir que ele é escalador. E começasse a conversar com ele. Ele poderia te falar que já vou escalar nos mais diversos países, conheceu as mais variadas etnias e culturas/costumes de vários países do mundo, e que essa foi a melhor coisa da vida dele. Apenas disso você já pode ganhar muitas novas linhas de raciocínio. A pessoa lhe fala sua história, e você conta a sua para ele. Uma troca de experiências que pode ser, simplesmente, inesquecível.

Acho que eu ficaria muito feliz se eu visse alguém assim no ônibus. Agora imaginando do lado oposto, eu diria. Estou lá, maravilha, escolhendo um CD pra ouvir no MP3, entra uma pessoa no ônibus, senta do seu lado… Eu mesmo, confesso, não gostaria muito. Hoje em dia sempre rola aquela paranóia de tomar cuidado com tudo e todos, então mal sento no ônibus, e quando sento e ocorre de um outro cidadão sentar do meu lado, eu nunca fico com aquela cara de feliz, e tento dar o mínimo de atenção. Se o coitado puxar conversa comigo então, eu enfarto, mas uma vez que ele me passou confiança, de alguma forma, e me convencer de que posso conversar numa boa, eu ficaria muito feliz de relatar alguns fatos para ela, e ouvir as experiências dela também. Falar do que gostamos, o que fazíamos ali, pra onde estávamos indo e o que fazer ao chegar no destino. Acho que seria algo muito inédito. Outro dia mesmo quis puxar assunto com um cara que sentou do meu lado no ônibus. Confesso que sou muito preconceituoso, no melhor dos sentidos, e pelo jeito que ele se vestia e tudo mais rolou aquela afinidade ocular, mas esse preconceito fica pra outro texto. O que importa é que não passei, e não conseguir ver a música que estava sendo mostrada no display do MP3 dele, o que me deixou curioso até agora.

Mas acho que aqui fica a dica: apenas reflita isso. Quantas vidas, no mais amplo sentido da palavra, como experiências, sensações, sentimentos, acontecimentos, histórias, etc, passam na sua frente, ou você passa pela frente, e que você deixa que elas passem despercebidas. As vezes é muito bom parar para reparar em detalhes como esse, e farei outros textos sobre muitos outros detalhes.

Pensem nisso.

Promessas para 2008

Se eu não fizesse um post assim, isso me assombraria para o resto da vida. Ou apenas por um tempo, mas isso não entra em mérito agora. E já adianto que vai ser um texto realmente curto. E vocês entenderão o porque ao final dele, mas eu vou ficar enrolando vocês até vocês perceberem que eu não estou falando nada e só, realmente, estou enrolando vocês. O que é uma coisa feia de se fazer, verdade seja dita.

Eu nunca acreditei muito nessas de fazer pedido. Antes, quando meus pais pensavam por mim, acontecia aquela superstição maior, pular as 7 ondinhas, traçar planos e metas para um ano bom. Mas a partir do momento que eu vi que nada saia muito do jeito que eu gostaria que saísse, percebi que não adiantaria falar tudo, desejar, dar o primeiro passo com o pé direito. Acho que essas foram as principais razões para nenhuma outra maldita superstição tomasse conta da minha mente. Hoje, por exemplo, só tenho acreditado em UMA, sendo essa acreditada mais por ser mais uma brincadeira do que uma superstição de verdade. Esse é um dos motivos para esse texto ter o potencial de sair ridiculamente pequeno, e ruim, alto.

No fundo mesmo, acho legal ver nos outros tamanha esperança com seus pedidos para o ano novo e essa coisa toda. Mas é o tipo de coisa que, ao meu ver, fica bem para os outros só. Sempre tem essas coisas que nos outros fica bem legal, mas em você fica uma bosta. E promessa, esperança em excesso, auto-confiança exagerada, são coisas que eu sou muito realista pra ter. Nem gosto de ditar coisas, fazer listinhas de pedidos, entre outros. São coisas muito genéricas para meu tipo de visão. Ainda mais eu, que tento ser tão realista.

Prefiro tomar cuidado com que falei até aqui. É muito fácil se contradizer em assuntos mais complicados, e esse eu considero um deles. Eu mesmo me pego fazendo uma coisa ou outra que vão de confronto direto com tudo o que eu falei até aqui.

O que eu realmente espero de 2008? Eu boto muita fé pro ano que vem. Meu ano passado ter sido tão ruim me fez pensar que, se eu tive um ano muito, tão ruim, tem de ser sucedido por um ano bem melhor. Acho que a coisa que eu mais botei fé, de verdade, com convixão, é esse meu ano novo. Eu estou tão decidido a fazer, com minhas próprias mãos, 2008 o meu ano, que isso me dá, confortavelmente, “autorização” (não estou achando a palavra que eu quero) para despejar muita confiança nesse ano. Na minha cabeça, na minha concepção, 2008 é meu ano. Meu ano e meu ano, period. Quero passar esse ano longe de apoios, independente. Essa é a confiança que eu tenho. Isso não é uma promessa.

Nesse ano eu vou descobrir coisas novas. Nesse ano eu vou me esforçar. Nesse ano eu vou caçar mais bandas. Nesse ano eu vou fazer muito mais coisas, vou parar de estupidezas, vou voltar a fazer as coisas que me fazem bem. Vou entrar de cabeça em novas coisas, sem ter medo de me foder, e se esse for o caso, aprender com os meus erros. Esse ano eu vou me desprender de qualquer pessoa, quero pensar em mim. Nesse ano eu vou me surpreender comigo mesmo em diversos motivos. Vou escrever mais pro blog, vou estudar mais. Vou fazer planos saírem do papel, vou realizar sonhos. Nesse ano eu vou me tornar uma pessoa melhor. Vou resolver. Nesse ano, eu vou fazer mais do que falar.

Eu não vou desejar e prometer. Eu vou fazer acontecer.

PS.: Eu acho tudo isso muito genérico e tal, conversei isso com um grande amigo ontem, mas acho que faz parte até da educação e de como fomos educados, mas os mais sinceros votos de um bom ano para todas as pessoas que lerem esse texto, esse blog e meus amigos. Um feliz ano novo, e que todos os SEUS pedidos se realizem. Faça-os se realizarem, esse é um conselho.


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