Arquivo para abril \08\UTC 2008

Desculpas

Eu peço sinceras desculpas para as pessoas que estão envolvidas em tudo o que eu to falando nas situações descritas nos textos anteriores. Isso vai de melhores amigos, conhecidos, familiares, de todos os níveis e que influenciam de qualquer maneira na minha vida. Só queria [tentar] explicar com isso, juntamente com uma adiantada desculpa, já presumindo que algo foi entendido errado no meio de um dos anteriores, algumas coisas.

Tudo, exatamente tudo, o que tem acontecido comigo, e quem convive comigo sabe disso, esta sendo simplesmente foda. Não tem como negar, e eu sei que eu só pioro a situação com todos os meus pensamentos e, como já disse, situações e idéias má-explicadas, mas ainda preciso ajeitar uns últios parafusos para continuar pelo menos mancando, até que arranje um tempo suficiente para parar e começar a pensar em mim, e arrumar todos esses problemas pessoais e “mentais”.

Se pra quem convive comigo e sabe de tudo isso parece ser complicado, imagina pra mim, que VIVO exatamente tudo isso que parece loucura, e um sobe e desce de situações e dramas de novela que, segunda uma amiga minha que me causa muita saudade agora, é “típica de Costa”. (Costa sendo um dos meus carinhosos apelidos, e, claramente, meu segundo sobrenome.) São todas coisas que nem eu consigo processar direito. Até quando eu to prestes a engolir uma idéia por completo, parece que vomito tudo denovo, e me aparecem mais coisas para ingerir.

E não que eu deixe tudo passar quando falo “ingerir”. Foi apenas efeito de comparação mesmo. Tem muita coisa que não me passa nem pelos olhos, como passariam pela garganta. E se não passam pela garganta, jamais passariam/passarão pelo coração. Coitado desse. Junto com ele, minha cabeça. Minhas peças de ouro… O que eles aguentaram, e tão aguentando, não é pra qualquer um (conceito relativo). Agentes externos os fortalecem, mas isso não vem ao caso agora, continuarei com meu pedido de desculpas.

Eu também não queria privar de por esses textos no blog. Se não tenho colhões para apresentá-los cara a cara, como seria típico de “Vitor” fazer isso, pelo menos por aqui tenho onde esconder a cara, quando admito que faço isso numa tremenda contradição comigo mesmo de certo e errado (mesmo que ‘certo’ e ‘errado’ não existam, isso levando em conta apenas algumas coisas), de postar ou não postar. Assim como não queria excluir o pior texto do blog nesses dias. Mas acho que ele já me causou confusões demais.

Queria falar também que usem como base que o que eu falo/escrevo/faço não se escreve. No gelo, no máximo. Mas ainda não se escreve. É sem fundamento algum. Eu sei que muitos pontos de vista podem mudar assim que eu acabar de falar algo, e que minha cabeça dura as vezes me impede de perceber alguns, mas eventualmente eu percebo. E gostaria de falar também que não tenho noção ALGUMA do impacto do que eu falo. Eu também não quero “me achar”, achando que o meu mundo gira em torno do que eu falo. Se girasse, eu estaria completamente fodido.

Eu sei que mais cedo ou mais tarde tudo isso que eu to passando 2 horas na madrugada escrevendo será lido por alguém. Importante para tudo isso ou não, quem sabe ou não das referências que faço, correções gramaticais ou seja lá o que for, acabarão lendo. E eu sei que chegará às pessoas corretas nos tempos corretos.

Espero de verdade que vocês entendam.

Planos quebrados

Por isso que ladrões bem sucedidos na vida fazem planos antes de assaltar um cassino em plena noite de boxe no mesmo, causando blecaute total em Las vegas por 20 segundos, e ainda fazem disso tempo suficiente para forjar a SWAT, o cofre do recinto, e arranjar armas falsas para toda a encenação. Que, afinal, as cameras de segurança têm vídeos falsos. Reles mortais. Eles PLANEJAM. Eles sabem o que fazem, e fazem. E geralmente pessoas assim são as que conseguem bolar planos que terminam bem.

Não adianta nada você querer bolar um plano ali, na hora. As vezes até adianta. Se para o seu conceito de lógica rápida, você consegue pensar em um plano e em todos os detalhes em poucos momentos, e, acredite e acredito eu, que eu tenho desenvolvido capacidade parecida por pensar demais em tudo, boa sorte com seu plano. Mas a probabilidade de ele dar errado é MUITO, absurdamente muito, grande.

Você nunca pode esperar que todos compreendam seu plano. Se isso me ajudasse a explicar melhor as coisas e fazer as pessoas entenderem o que eu penso, eu faria com mais frequência. Mas, pena, isso sequer acontece. Quando que as pessoas enxergarão as boas intenções atrás dos seus atos? Mesmo que elas sejam poucas e de tamanho reduzido, quando as pessoas pelo menos enxergarão que mal algum você planejava? Aí está outro problema. (Talvez meu problema é ver e saber o problema que tem em tudo, momento de reflexão a parte)

Porque seus planos que são armados em pouco tempo, geralmente também tem pouco preparo, o que o torna mais frágil, e bem mais fácil de se romper, por efeito gradativo e continuação da palavra. Mas voltando: é uma chance de ele ser revelado muito maior, e qualquer que seja o plano se ele for descoberto antes da hora, sempre transmitirá a idéia errada do que era realmente esperado passar. Não que isso seja numa regra: quando se planeja uma surpresa de um presente, por exemplo, se ele for descoberto antes da hora, continua sendo um presente, uma coisa boa, um final feliz. Mas quando se esta planejando o mesmo assalto a um casino, e você é descoberto, perdeu rapaz.

Com isso é inevitável que te entendam errado e, novamente, que pessoas saiam “prejudicadas” com isso. Mas entenda também que no final o prejudicado é sempre você. A sua imagem é sempre a que vai pra puta que o pariu, e mesmo que não vá, na sua mente vai, porque você não tem noção do que fala e da imagem que passa. Então você apenas decide que se você tivesse no lugar da pessoa que você acha que foi prejudicada (e ainda acho extremamente errada essa palavra, mas me falta uma melhor, pois essa mostra falta de humildade achando que todos estariam ligando para o que eu penso [e isso não foi um sinal de auto-degradação]) você agiria desse jeito, e ponto final.

É mais ou menos outro caso que no final você apenas senta e chora, ou apenas reclama (recomendo só reclamar, experiência própria), porque você tenta explicar, tenta mostrar tudo, mas que depois ainda assim é incompreendido, e de saco cheio do mundo, você toca o “foda-se”, admite sem dó e com a certeza de que você já fez sim tudo o que estava ao seu alcance para isso, e decide que não vai mais se desgastar em vão.

Bloqueio

Acho que exatamente tudo o que falarei aqui será, ou é, perceptível em nos meus textos. As vezes é apenas momentâneo, mas agora tem durado mais do que deveria, e afeta assuntos que não deveria afetar, me atrapalhando com as pessoas que menos quero discutir, e bem agora, em momentos nada bons. Como se isso aparecesse exatamente para me atrapalhar, mas Figueira com certeza me falará que é pura hiperglicemia anal, “eu que to exagerando”, e só to falando isso porque é de minha natureza ser escroto assim. Assim como falar que é de minha natureza eu ser escroto. Espero tentar explicar como eu não tenho conseguido me explicar.

Como todos esses textos serão publicados em ordem de escrita, e essa entrará BEM NO MEIO de uma trilogia de textos, vou tentar esclarecer algumas coisas nele mesmo.

É um absurdo. Não necessariamnete um ABSURDO, mas é muito difícil falar isso. Como se um bloquei me impedisse de explicar tudo claramente a uma pessoa. Não que isso seja sempre necessário: como falei, tem sempre as pessoas que te entendem, mesmo você só fazendo caretas e apontando para o nada, tem pessoas que entendem com você explicando mesmo muito mal, e tem pessoas que não entendem. E nesse último caso é quando você tenta provar seu ponto explicando-se. Mas e quando a dificuldade está em você se explicar, passar tudo “mastigado” para uma outra pessoa?

Bem nesses casos que coisas piores podem acontecer. Uma pessoa não entender quando você é bem sucedido na sua explicação é uma coisa. Mas depois que você tenta explicar, considera-se um péssimo esclarecedor de idéias, e a pessoa ainda assim não entende, você fica se perguntando porque a pessoa continua numa incógnita sobre os atos que lhe cerca. E aí entra o explicar mal. Como falei, estou com um bloqueio “explicacional”. A pessoa não entendeu porque ela é burra mesmo, ou porque eu expliquei mal? Ou os dois (acreditem: acontece)? E é horrível, porque as vezes até você não souber se explicar e se esforçar tentando, pode criar imagens negativas.

Pois é! Você tentando se explicar, acaba apenas complicando mais a sua história, e o que era para ser esclarecido foi jogado abismo abaixo em rumo à quase-completa perdição. E como arrumar tudo isso depois? E entra uma coisa pretty aterrorisante também: se vira. Você fez a bagunça, agora limpa.

Alguns que se mostram tão sensatos e compreensíveis sempre, tornam-se incapazes de perceber detalhes que apenas por eu não conseguir explicar, parecem ser impossíveis de se compreender. E aí eu acho que é onde todo o non-sense entra. Porque se tudo o que eu pudesse falar, mesmo com as cabeças já amaciadas, e esforçando-se para tirar o máximo de proveito de uma explicação, mesmo deficiente, fizesse efeito, fizesse diferença, eu tentava. Mas qual motivação que tenho após óbvia mostra de ilógica? Não me resta mais nada a não ser desistir (futuro texto).

Exatamente quando acontecem coisas que necessitam explicações à todos em sua volta, é que te desanima. Por isso que você tem que torcer para estar sem um maldito bloqueio mental, e para que o receptor de sua mensagem compreenda de primeira, e sem muita enrolação, o que você quer mostrar do seu ponto de vista. Caso não entenda: que depois de uma explicação ele passe a te entender, compreender o que passa pela sua cabeça, e que respeite muito isso. Afinal: cada um é cada um.

Compreensões pela metade não são válidas. Ou você entende, ou você não entende.

Off: E se vocês não entendem isso, desculpa: juro que me esforcei, mesmo sabendo deste atual bloqueio. O que me resta é torcer para que vocês acabem entendendo… Eu já fiz a minha parte.

P.S.: Agora que acabei esse texto, a estranha sensação de que já havia escrito algo parecido (se não bem igual) me bateu. Seria verdade? Enfim. Sendo ou não: aposto que foram duas situações diferentes.

Quando não te entendem

Assim como tem pessoas que te entendem, tem pessoas que não te entendem, e tem pessoas que JAMAIS irão te entender. Nesse caso em particular tem milhares de casos, alias: pessoas que não se esforçam pra te entender, pessoas que se esforçam mas não têm sucesso algum, pessoas que simplesmentes não te entendem mas seguem com a vida normalmente, pessoas que não te entendem e te odeiam por isso e por ai vai. Dá até pra fazer uns parágrafos a mais e tornar o texto bem gradinho, mas vou me ater apenas ao relevante. Espero.

Porque explicar e ser bem sucedido nisso é bom, explicar e NÃO ser entendido é o mal. Se tem um pior, será citado no texto a seguir. Se não te entendem, fazem você perder seu tempo. Quando é possível fazer alguma coisa possível para fazer uma pessoa te entender, vai em frente. Gaste o necessário para fazê-la entender. Como matemática: você não sabe porra nenhuma, mas simplesmente tem que tirar 9,32 naquela prova da semana que vem; então esforce-se durante uma semana estudando a porra da matéria: pelo menos a matéria que você precisa entender você entenderá, e o seu objetivo será alcançado.

Mas é difícil acontecer de pessoas entenderem situações. Não entenderem apenas entenderem. Se fosse só isso, o texto que acabei de escrever, e que se encontra abaixo desse, seria sem fundamento algum. Fiz um texto para me contradizer num seguinte, bela merda de perda de tempo. isso vai ser foda de explicar, mas juro que vou me esforçar. Não é algo que se explica assim, como matemática. Tipo quando você sente alguma coisa e você fala: “Sei lá… Eu to meio [enruga a cara para uma feição nada satisfatória, dando impressão de incômodo]… Sabe?”. Você não falou absolutamente nada, mas qualquer pessoa saberia, de algum jeito, o que você estivesse passando. Mais ou menos isso.

Quando não te entendem, você explica, e acabem entendendo, nem conta como se não te entendessem. Porque essa é a única parte boa de quando não te entendem: é você explicar. Porque te força a procurar e encontrar todos os caminhos e motivos mais claros para explicar, e todas as razões que o levaram a tal conclusão, ou seja lá o que você estiver explicando. E isso é bom. Pelo menos no meu ponto de vista achar porque’s é sempre uma coisa legal.

Mas o que quero falar aqui é quando não entendem de jeito algum. Não entendem, você tenta explicar, não tem sucesso, e mesmo você tentando explicar denovo, e cada vez mais achando passos mais claros para guiar a pessoa, até chegando a desenhar pra ver se o caboclo entende, ele ainda cisma em não entender. A única coisa que lhe resta é desistir e sentir pena, porque quando não te entendem, de algumas coisas, uma: ou um tremendo de um cabeça dura, ou ele não tem respeito algum e coisas piores que me fugiram exatamente nesse momento.

Foda também que quando não te entendem, coisas piores podem acontecer: brigas, desentendimentos, palavras ditas da boca pra fora. E uma das piores, se não a pior, na minha concepção: não te entenderem, e ter uma idéia errada do que você passou. Acho que isso entra junto com o “entenderem errado”. Como quando riem de uma piadinha sobre pedofilia pela tirada com negros que tem no meio. Totalmente sem sentido. E isso eu vou falar no texto seguinte, completando a trilogia de tudo isso.

Acho que essa trilogia mostra bem o que acontece simultaneamente no que eu to passando agora, ou pelo menos o que eu acho que acontece. Mas como penso muito sobre tudo isso, e tento ser o mais racional possível, acho que dessa vez eu posso confiar no meu taco.

Desculpa.


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